Justiça

Gonet abre inquérito para apurar possível interferência em relatório da PF encomendado por Mendonça

A iniciativa acontece um dia após Moraes encaminhar a Fachin documentos onde aponta possíveis irregularidades cometidas pelo ministro

Gonet abre inquérito para apurar possível interferência em relatório da PF encomendado por Mendonça
Gonet abre inquérito para apurar possível interferência em relatório da PF encomendado por Mendonça
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Fotos: Geraldo Magela/Agência Senado e Luiz Roberto/TSE
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, informou nesta sexta-feira 4 ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que determinou a instauração de um inquérito para apurar a suspeita de interferência indevida na elaboração de um relatório da Polícia Federal feito a pedido do ministro André Mendonça.

No documento, Gonet afirma que a PGR foi impedida de “realizar o necessário controle externo da atividade policial, etapa essencial a qualquer investigação” por Mendonça. Entre as autoridades alvos da investigação conduzida a mando do ministro estão Alexandre de Moraes, também do STF, o próprio PGR Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

O despacho de Gonet foi protocolado após Fachin pedir que a PGR, Mendonça, Moraes e PF se manifestassem no prazo de cinco dias com informações sobre o caso.

A iniciativa do PGR acontece um dia após Moraes encaminhar a Fachin documentos nos quais aponta possíveis irregularidades cometidas por Mendonça. O ministro apontou possíveis práticas de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.

Moraes também questionou a atuação de Mendonça na condução de investigações e afirmou haver indícios de crimes relacionados ao procedimento adotado pelo colega.

Mais cedo, o Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu procedimento interno para analisar mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro que mencionam Gonet. A apuração ficará sob relatoria do conselheiro Francisco de Assis Sanseverino.

A decisão foi tomada após representação apresentada na quarta-feira 2 por deputados federais do Novo. Na representação ao CSMPF, os parlamentares pediram ao colegiado que designasse um subprocurador-geral da República para atuar “com imparcialidade e independência” em procedimentos relacionados ao caso Master que eventualmente envolvam o atual PGR.

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