Justiça

Flávio Dino cancela ida ao ‘Gilmarpalooza’ após fratura e rompimento de ligamento no pé

O evento, organizado pelo ministro do STF Gilmar Mendes, acontece de 1º a 3 de junho

Flávio Dino cancela ida ao ‘Gilmarpalooza’ após fratura e rompimento de ligamento no pé
Flávio Dino cancela ida ao ‘Gilmarpalooza’ após fratura e rompimento de ligamento no pé
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Fellipe Sampaio/TST
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, sofreu um acidente doméstico e teve de cancelar sua participação presencial na 14ª edição do Fórum de Lisboa, em Portugal, que acontece de 1º a 3 de junho, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em Portugal. O evento é popularmente conhecido como ‘Gilmarpalooza’.

Em comunicado à imprensa, a equipe do magistrado informou que ele sofreu uma fratura e rompimento de ligamento no pé após uma queda em um acidente doméstico. Apesar do ocorrido, “está bem” e deve permanecer em repouso em São Luís (MA), sua cidade natal. No fórum, Dino participaria de um painel sobre “Constitucionalismo Transformador”, coordenado pelo decano do STF e organizador do evento, ministro Gilmar Mendes.

Mesmo ausente, o magistrado registrou as ideias que apresentaria no fórum sob o título Quatro teses para um constitucionalismo transformador no Brasil. No texto, publicado neste domingo 31 no Jota, ele defende que a Constituição de 1988 não serve apenas para limitar o poder, mas para direcionar o Estado na garantia de direitos sociais.

O artigo é dividido em quatro eixos. O primeiro trata do deveres impostos ao Poder Público pela Carta Magna e, no caso do Brasil, diz o ministro, o texto constitucional é instrumento de mudança social. No segundo, o magistrado destaca que o Judiciário deve usar “medidas estruturais” para superar bloqueios históricos, citando processos sob sua relatoria no STF, como os que tratam da transparência em emendas parlamentares.

A terceira tese propõe que o Supremo deve atuar como barreira contra retrocessos e decisões de maiorias políticas que violem direitos fundamentais, servindo como um “anteparo” necessário à democracia. Por fim, o ministro foca no poder tecnológico, defendendo que plataformas digitais e algoritmos devem ser submetidos aos limites da Constituição para combater discursos de ódio e desinformação.

O ‘Gilmarpalooza’ deste ano terá como tema central “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”. A edição ocorre em um momento particularmente sensível para o tribunal.

O evento será realizado enquanto a Corte enfrenta repercussões do escândalo envolvendo o Banco Master e discute a adoção de um código de ética para seus ministros.

Segundo os organizadores, esta será a maior edição já realizada do Fórum de Lisboa, com mais de 450 participantes de 15 países distribuídos em 71 painéis ao longo de três dias de debates.

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