Justiça
Fachin restabelece prisão preventiva de líder do PCC
A decisão passará por referendo do plenário do Supremo em sessão virtual entre os dias 14 a 21 de agosto
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, restabeleceu a prisão preventiva do líder do PCC Douglas de Azevedo Carvalho – conhecido como ‘Mancha’ – ao suspender decisão do ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça.
A determinação atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República, que considerou demonstrado “risco de grave lesão à ordem e à segurança pública”, uma vez que Carvalho é investigado pela prática de crimes de extrema gravidade.
Na quarta-feira 1º, Messod substituiu a prisão preventiva de Carvalho por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o comparecimento mensal à Justiça. Segundo informações do Estadão, antes da Justiça de Minas Gerais expedir um alvará de soltura, um juiz de Belo Horizonte decretou prisão contra ele no âmbito de uma outra investigação.
Portanto, quando a PGR acionou o STF, ‘Mancha’ já estava sob custódia da polícia. A medida liminar concedida por Fachin no sábado 4 passará por referendo do plenário do Supremo. A sessão virtual ocorrerá entre os dias 14 a 21 de agosto.
Carvalho é investigado por integrar organização criminosa armada e com exercício de comando; lavagem de capitais majorada; tráfico transnacional de drogas e homicídio qualificado, sendo apontado, ainda, como líder de organização criminosa com vínculos com outras grandes organizações, com proporções internacionais.
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