Justiça

Fachin espera decisão de relator do TSE para levar ao plenário discussão sobre manifestação política no Lollapalooza

A pedido do partido de Bolsonaro, ministro Raul Araújo proibiu ‘manifestação de propaganda eleitoral ostensiva’ no festival

Fachin espera decisão de relator do TSE para levar ao plenário discussão sobre manifestação política no Lollapalooza
Fachin espera decisão de relator do TSE para levar ao plenário discussão sobre manifestação política no Lollapalooza
Festival Lollapalooza 2018
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Edson Fachin, disse ao site G1 que deve levar imediatamente para julgamento no plenário da Corte a decisão que proibiu “manifestação de propaganda eleitoral ostensiva” no festival Lollapalooza, caso o relator, o ministro Raul Araújo, libere a ação para ser pautada.

No fim de semana, Araújo determinou a medida a pedido do PL, o partido do presidente Jair Bolsonaro.

O relator avaliou que os artistas fizeram “comentários elogiosos” ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e “pediram expressamente que a plateia presente exercesse o sufrágio em seu nome, vocalizando palavras de apoio e empunhando bandeira e adereço em referência ao pré-candidato de sua preferência”.

O PL acionou a Corte no sábado, após a cantora Pabllo Vittar levantar, durante o show que fez no evento, uma bandeira com a foto de Lula. Araújo também determinou uma multa de R$ 50.000 por cada ato de descumprimento da decisão.

“Assim que o relator liberar para a pauta, irei incluir imediatamente”, disse o ministro, segundo o G1, acrescentando: “A posição do tribunal será a decisão majoritária da Corte, cujo histórico é o da defesa intransigente da liberdade de expressão.”

Como o festival já terminou, caberá ao ministro Raul Araújo, um dos responsáveis por analisar ações de propaganda eleitoral no TSE, avaliar se extingue o processo, ou se ainda o leva para julgamento no plenário da Corte.

A maioria dos juristas ouvidos pelo GLOBO criticou a decisão de Araújo. Alguns, como o ex-presidente do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliaram que houve censura.

Essa posição, porém, não foi unânime. O também ex-presidente do TSE do STF Carlos Velloso entendeu que houve propaganda eleitoral fora de época no festival e que Araújo está apenas impedido que o episódio se repita.

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