Justiça

Escritório de esposa de Moraes recebeu R$ 80 milhões do Master em dois anos, indicam dados enviados a CPI

O Barci de Moraes Advogados informou que não confirma ‘informações incorretas e vazadas ilicitamente’ e frisou que os dados são sigilosos

Escritório de esposa de Moraes recebeu R$ 80 milhões do Master em dois anos, indicam dados enviados a CPI
Escritório de esposa de Moraes recebeu R$ 80 milhões do Master em dois anos, indicam dados enviados a CPI
Alexandre de Moraes e a esposa, Viviane, em foto de 2023 – Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
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O escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, recebeu 80,2 milhões de reais em dois anos do Banco Master, segundo documentos da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado.

Os dados mostram que o banco declarou 11 pagamentos de 3,6 milhões de reais ao escritório ao longo de 2024 e um pagamento de 40 milhões de reais em 2025, totalizando os 80,2 milhões no período.

Embora o escritório tenha admitido, em nota publicada em março, a contratação dos serviços advocatícios pelo banco entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, os valores não foram descritos ou informados.

Na manifestação consta ainda que foram realizadas 94 reuniões de trabalho e produzidos 36 pareceres e opiniões legais durante a vigência do contrato. O serviço, prossegue a nota, mobilizou duas equipes jurídicas.

A respeito das informações da Receita, o escritório disse à reportagem que não confirma “informações incorretas e vazadas ilicitamente” e frisou que os dados são sigilosos.

A previsão era que o contrato com o banco fosse executado em três anos. No entanto, o acordo foi cancelado após o Banco Central determinar a liquidação do Master. A instituição financeira é investigada no STF por possível fraude bilionária de carteiras de crédito.

O caso ganhou grandes proporções ao chegar também no Tribunal de Contas da União, que fiscaliza a determinação do BC que fechou o Master. A própria autarquia abriu uma sindicância interna para investigar possíveis atos ilícitos por funcionários em nome do banco de Daniel Vorcaro.

No Supremo, o caso passou pela relatoria de Dias Toffoli, que se retirou por pressão dos colegas, e agora está sob o comando de André Mendonça. Procurado pela assessoria do Supremo, Moraes não quis se manifestar.

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