Justiça
Em meio à crise com EUA, TSE diz que eleições já serão acompanhadas por missões internacionais
Corte eleitoral informa que foi procurada pela Embaixada dos Estados Unidos, mas diz que encontro não ocorreu por causa do recesso do Judiciário
O Tribunal Superior Eleitoral afirmou neste sábado 25 que a visita de integrantes do governo dos Estados Unidos ao Brasil, revelada pelo jornal The Washington Post, não chegou a ser agendada com a Corte. Segundo nota oficial, a área internacional do tribunal foi procurada pela embaixada norte-americana, mas não recebeu informações sobre o tema que seria tratado. Como o Judiciário está em recesso, a reunião não foi marcada.
Na manifestação, o tribunal destacou que já mantém diálogo com representantes estrangeiros sobre o processo eleitoral brasileiro. Em 16 de junho, o presidente da Corte, ministro Nunes Marques, reuniu-se com 25 embaixadores e apresentou explicações sobre o funcionamento das urnas eletrônicas e do sistema de votação brasileiro.
O TSE informou ainda que promoverá um novo encontro com embaixadores em 17 de agosto. A diplomacia dos Estados Unidos será convidada, assim como representantes de todos os países com embaixada no Brasil. De acordo com a Corte, o objetivo será, novamente, apresentar o funcionamento da urna eletrônica, classificada na nota como “patrimônio do povo brasileiro”.
O tribunal também ressaltou que as eleições de outubro já contarão com missões oficiais de observação eleitoral. Segundo o TSE, a Organização dos Estados Americanos, a União Europeia, o Parlasul, o Carter Center, a União Interamericana de Organismos Eleitorais e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral da CPLP já confirmaram participação. Convites também foram enviados à União Africana e à Liga Árabe.
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