Justiça

Dino nega habeas corpus a homem que tentou furtar alicate e lanterna do Exército

O ministro do STF não identificou ilegalidade ou arbitrariedade. Os itens foram avaliados em 415 reais

Dino nega habeas corpus a homem que tentou furtar alicate e lanterna do Exército
Dino nega habeas corpus a homem que tentou furtar alicate e lanterna do Exército
O ministro do STF Flávio Dino em 9 de setembro de 2025, no julgamento da trama golpista. Foto: Gustavo Moreno/STF
Apoie Siga-nos no

O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino rejeitou, na última terça-feira 28, um habeas corpus protocolado em prol de um homem que tentou furtar itens como um alicate e uma lanterna de uma unidade do Exército em Santo Ângelo (RS).

Antônio da Cruz Freitas recebeu na Justiça Militar uma pena de um ano e dez meses de reclusão por furto qualificado tentado. Ao apelar ao STF, a defesa apontou nulidades no processo, a exemplo da citação por edital antes de se esgotarem todas as possibilidades de localização do réu.

A defesa também buscou o reconhecimento do princípio da insignificância, considerando o baixo valor dos itens que o réu tentou furtar, e pleiteou a inimputabilidade do homem por sua condição de dependência química no momento do delito.

Dino, porém, não identificou manifesta ilegalidade ou arbitrariedade nos atos questionados. Além disso, segundo ele, o habeas corpus não é o instrumento adequado para reexaminar fatos e provas.

O caso ocorreu em fevereiro de 2022. De acordo com os autos, o homem escalou um muro de três metros e entrou no aquartelamento do Depósito de Subsistência de Santo Ângelo. Do almoxarifado ele retirou um alicate, uma lanterna, uma calça camuflada, um cinto e um par de coturnos.

Militares em serviço observaram a ação, abordaram o homem e impediram o furto. Os itens foram restituídos imediatamente e avaliados em 415 reais.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo