Justiça
Como será o evento organizado pelo STF para relembrar os 3 anos do 8 de Janeiro
As atividades terão início às 14h30 e irão recordar os atos golpistas de 2023
O Supremo Tribunal Federal realiza nesta quinta-feira 8 um evento para recordar os atos antidemocráticos de janeiro de 2023. Na ocasião, os golpistas invadiram e depredaram a sede da Corte, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.
Os atos, conforme revelaram investigações, foram o estopim do intento que estava sendo planejado desde que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi derrotado nas urnas pelo então candidato Lula (PT). O ex-capitão já foi julgado e condenado pelo crime. Atualmente cumpre, em regime fechado, o início de uma pena de 27 anos e três meses de prisão.
Além de Bolsonaro, outros participantes da trama golpista também foram alvos de ações e condenações no STF. Eles foram divididos em grupos já condenados pelo Supremo. Os julgamentos identificaram os responsáveis por monitorar e planejar o assassinato de autoridades, pela elaboração de um planejamento para gestão de crise, prisão de ministros e outras ações que pudessem colocar Bolsonaro de volta à Presidência. Boa parte dos participantes do quebra-quebra do 8 de Janeiro de 2023 também foram julgados e condenados.
O evento
Tendo em vista que a Corte está em recesso até fevereiro, o presidente do Supremo Edson Fachin conduzirá o evento. No entanto, há a possibilidade de outros ministros interromperem o descanso para a agenda. Alexandre de Moraes, relator de todas as ações que envolvem a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, deve ser um dos presentes.
A programação inclui uma exposição sobre os ataques de 2023, a exibição de um documentário e uma roda de conversa. Confira a programação, que tem início previsto para as 14h30:
- Exposição “8 de janeiro: mãos da reconstrução”, no Espaço do Servidor;
- Exibição do documentário “Democracia Inabalada: mãos da reconstrução”, no Museu do STF;
- Roda de conversa com a imprensa, no Museu do STF; e
- Mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no salão nobre do STF.
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