Justiça
Ciro Nogueira e cúpula do PL recebem autorização para visitar Bolsonaro em prisão domiciliar
Decisão assinada pelo ministro Alexandre de Moraes também permitiu nova entrada de um grupo de oração na residência onde o ex-presidente está preso
O senador Ciro Nogueira, presidente do PP, recebeu nesta terça-feira 7 o aval do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão domiciliar em Brasília. A cúpula do PL, sigla do ex-capitão, também foi autorizada a entrar na residência.
Conforme a decisão de Moraes, Ciro Nogueira poderá ir ao encontro de Bolsonaro na próxima quinta-feira 9. A cúpula do PL, por sua vez, foi distribuída ao longo dos dias seguintes. As visitas devem ocorrer, em todos os casos, no período entre 9h e 18h. Veja as datas:
- senador Ciro Nogueira, no dia 9 de outubro;
- Marcus Antonio Machado Ibiapina, assessor do presidente do PL, no dia 10 de outubro;
- Bruno Scheid, vice-presidente do PL de Rondônia, no dia 13 de outubro;
- senador Marcos Pontes, vice-líder do PL, no dia 14 de outubro;
- senador Márcio Bittar, do PL, no dia 16 de outubro;
- deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, no dia 17 de outubro; e
- Valdemar Costa Neto, presidente do PL, no dia 20 de outubro.
Todas as visitas, conforme a determinação do ministro, devem observar as restrições legais impostas junto com a prisão domiciliar. As principais regras tratam da proibição de gravações e fotos com o ex-capitão. Os visitantes também terão os carros revistados, incluindo o porta-malas, ao deixarem a residência de Bolsonaro.
Grupo de oração
A decisão assinada por Moraes nesta terça-feira também autoriza nova entrada de um grupo de oração na casa de Bolsonaro. A iniciativa atende a um desejo de Michelle Bolsonaro, que promovia os encontros evangélicos na residência antes da prisão do marido. O grupo irá ao local na quarta-feira 8 e também deve cumprir as restrições determinadas pelo STF. Os carros de todos que entrarem na casa também devem ser revistados na saída, reforça o ministro na decisão.
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