Justiça

‘Brasil quase voltou à ditadura porque um grupo político não soube perder’, diz Moraes

O relator afirmou que a organização liderada por Bolsonaro tentou se manter no poder pela força

‘Brasil quase voltou à ditadura porque um grupo político não soube perder’, diz Moraes
‘Brasil quase voltou à ditadura porque um grupo político não soube perder’, diz Moraes
O ministro Moraes lê seu voto sobre o núcleo crucial da trama golpista. Foto: Rosinei Coutinho/STF
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O ministro Alexandre de Moraes afirmou nesta terça-feira 9, durante a continuidade de seu voto no julgamento da trama golpista, que o Brasil esteve próximo de retornar a uma ditadura em razão da atuação de uma organização criminosa liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“O Brasil quase voltou a uma ditadura, que durou 21 anos, porque uma organização criminosa constituída por um grupo político não soube perder a eleição”, disse. 

Segundo o relator, o núcleo político de Bolsonaro articulou ataques às instituições e desrespeitou um princípio fundamental da democracia: a alternância de poder. “Quem perde vira oposição e disputa as próximas eleições. Quem ganha, assume, e tenta se manter, mas pelo voto popular”, disse Moraes.

O ministro criticou a tentativa de permanência de Bolsonaro no poder por meios ilícitos. Citou a utilização de órgãos do Estado para fins políticos, a intimidação contra autoridades e as ações para deslegitimar o Judiciário. “Não se tenta permanecer coagindo, ameaçando gravemente, deslegitimando o Poder Judiciário de seu país”, afirmou.

Moraes concluiu que o objetivo da organização criminosa era se manter no poder à força, inclusive estimulando episódios de violência. “Não se tenta se manter com bombas em aeroportos”, declarou. O julgamento continua na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, que decidirá sobre a absolvição ou condenação dos réus.

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