Justiça
Banco do Brasil terá 15 dias para pedir desculpas sobre escravidão, define MPF
Inquérito do MPF foi motivado por documento subscrito por 15 professores e universitários
Após uma reunião nesta sexta-feira 27 entre advogados do Banco do Brasil e o Ministério Público Federal (MPF), ficou definido que o banco terá 15 dias para se manifestar sobre o reconhecimento de sua participação na escravidão.
A reunião foi para discutir o inquérito civil instaurado pelo MPF no mês passado que visa investigar a relação entre o Banco do Brasil e o tráfico de pessoas negras escravizadas no século XIX. As informações são do jornal O Globo.
Em nota, divulgada antes da reunião, o banco se defende, afirmando que “os debates sobre a escravidão, para serem efetivos e ganharem a dimensão merecida, devem envolver toda a sociedade brasileira atual”.
“É importante que se tenha uma leitura mais completa da realidade da época, com a devida consideração do contexto histórico, social, econômico, jurídico e cultural do período em que se desdobrou a escravidão”, adicionou.
Entenda a ação do MPF
O inquérito foi motivado por documento subscrito por 15 professores e universitários oriundos de diversas universidades brasileiras e estrangeiras, que submeteram ao MPF a necessidade de apuração e debate sobre a responsabilidade de instituições no Brasil envolvidas com a escravização.
No caso do documento apresentado, a abordagem trata especificamente do Banco do Brasil. Os historiadores apontam que escravidão e modernidade eram partes constituintes da instituição financeira.
Dados apontados pelos historiadores indicam que o banco se valeu de recursos como a arrecadação de impostos sobre embarcações dedicadas ao tráfico de pessoas escravizadas.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
MPF abre inquérito sobre papel do Banco do Brasil na escravidão
Por Agência Brasil
Banco do Brasil lucra R$ 17,3 bilhões no 1º semestre e bate recorde
Por CartaCapital


