Justiça
Aliados de Messias falam em 60 votos garantidos no Senado para indicação ao STF
A sabatina deve ocorrer entre final de fevereiro e início de março
O advogado-geral da União, Jorge Messias, tem, em seus cálculos e anotações, a segurança de ter ao menos 60 votos no Senado para aprovação na sabatina de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal.
Para ser aprovado, Messias precisa de no mínimo 41 votos. O resultado, dizem aliados, é fruto de conversas que já foram feitas com mais de 70 senadores desde o início da campanha, iniciada em novembro do ano passado. Desde então, Messias tem conversado pessoalmente e por telefone com cada parlamentar.
Ele interrompeu a agenda por algumas semanas para ficar com a família, mas retomou as atividades na última quarta-feira, dia 14. A avaliação interna é de que o ambiente político em Brasília melhorou desde a indicação. Enquanto o escândalo envolvendo o Banco Master gera desgaste no STF e no Tribunal de Contas da União, a relação entre Congresso e Executivo atravessa um momento mais estável.
Outro interlocutor da AGU disse, sob reserva, que o encontro entre o presidente Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que está marcado para acontecer na volta do recesso, servirá, entre outras coisas, para deixar “encaminhada” a data da sabatina. A expectativa é que ela seja marcada para acontecer no final de fevereiro ou início de março.
A análise no entorno do ministro é de que qualquer resistência ao nome de Messias trata-se de “efeito colateral” de quando a relação entre Congresso e Planalto não anda bem. “Messias não tem problema no Senado, ele conhece os senadores, tem boa relação lá”, disse um interlocutor. Apesar de já contar com votos suficientes para sua aprovação, Messias continua “dedicado” à sua campanha.
Caso seja aprovado na sabatina, ele substituirá o ministro Luís Roberto Barroso, que formalizou a aposentadoria antecipada em outubro do ano passado.
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