Justiça

Aliados de Lula veem brecha em regra do Senado para insistir na indicação de Messias

A princípio, uma norma da Casa impediria reeditar neste ano a votação sobre nomear o advogado-geral da União para o STF

Aliados de Lula veem brecha em regra do Senado para insistir na indicação de Messias
Aliados de Lula veem brecha em regra do Senado para insistir na indicação de Messias
Brasília, 04/06/2024 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, (e) conversa com ministro, Jorge Messias (d), sancionam o projeto de Lei nº 1803/2023, que altera o código de processo civil para estabelecer que a eleição de foro deve guardar pertinência com o domicílio das partes ou com o local da obrigação e que o ajuizamento de ação em juízo aleatório constitui prática abusiva. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
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Aliados do presidente Lula (PT) avaliam que a regra do Senado que impediria a Casa de analisar ainda neste ano uma eventual nova indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal pode ser flexibilizada, por se tratar de uma norma infralegal.

A aparente confiança de interlocutores do presidente resulta do fato de a restrição não constar de uma lei. Assim, a superação desse entrave dependeria “apenas” da disposição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A principal dúvida, porém, recai sobre as condições políticas para submeter novamente Messias ao escrutínio dos senadores, após a histórica rejeição de sua indicação ao STF, em 29 de abril.

Lula entende que a derrota no Senado se deve a fatores políticos, como a instabilidade em sua relação com Alcolumbre, o suposto alinhamento de Messias com o ministro do STF André Mendonça – relator do caso do Banco Master – e o receio de parlamentares com o avanço na investigação sobre Daniel Vorcaro e companhia.

Apesar do revés, aliados afirmam que Lula tem grande apreço pelo advogado-geral da União e considera que Messias foi vítima de uma disputa política cujo alvo seria o próprio presidente.

Diante desse cenário, há uma comunhão de desejos entre o presidente e o indicado. Messias aceitaria disputar a vaga novamente, desde que em uma circunstância diferente: gostaria de ter um placar garantido para sua aprovação antes da sabatina. Aliados do AGU afirmam não fazer sentido enviá-lo a um novo sacrifício.

A percepção na Advocacia-Geral é que nem Lula se exporia a mais um foco de desgaste — assim, concretizaria a indicação de Messias somente se tivesse certeza de vitória.

O Palácio do Planalto calcula que a construção dessa maioria dependeria do atendimento de demandas dos parlamentares, o que poderia incluir a liberação de emendas e o apoio a determinadas pautas no Congresso Nacional.

Uma exceção seria o Caso Master: Lula tem afirmado a aliados que não interferirá nas investigações, conduzidas pela Polícia Federal sob a supervisão do Supremo.

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