Justiça

AGU pede à PF investigação urgente de caso de racismo contra ministra do TSE

O episódio ocorreu na semana passada, durante um seminário da Comissão de Ética Pública da Presidência da República

AGU pede à PF investigação urgente de caso de racismo contra ministra do TSE
AGU pede à PF investigação urgente de caso de racismo contra ministra do TSE
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Vera Lúcia Santana Araújo. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Apoie Siga-nos no

O advogado-geral da União, Jorge Messias, pediu à Polícia Federal nesta quarta-feira 21 a abertura de um inquérito para apurar um caso de discriminação racial contra a ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral Vera Lúcia Araújo.

De acordo com o relato da presidente do TSE, Cármen Lúcia, o episódio ocorreu na semana passada, durante um seminário da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, na sede da Confederação Nacional do Comércio, em Brasília.

Vera Lúcia participaria do evento como palestrante, mas, mesmo após apresentar credenciais e sua carteira funcional, foi impedida de entrar no local, de acordo com a magistrada.

No ofício, o advogado-geral afirma que o caso “fere a dignidade da ministra e os princípios constitucionais da igualdade e do respeito à diversidade”. Messias solicitou urgência na investigação dos fatos, com a identificação dos responsáveis e a adoção das medidas legais cabíveis.

A Comissão de Ética Pública manifestou solidariedade à ministra e afirmou colaborar com a AGU. Em nota, o colegiado defendeu que haja rigor dos órgãos competentes na apuração. “Confirmada a ocorrência de conduta discriminatória ou qualquer outra violação a direitos fundamentais, é imprescindível a aplicação das sanções legais cabíveis nos âmbitos apropriados.”

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo