Justiça
‘Agiam para manter Bolsonaro no poder’, diz PGR ao defender denúncia contra o ‘Núcleo 4’ da trama golpista
Primeira Turma do STF começa julgamento da denúncia contra o grupo responsável pela desinformação durante as eleições. Estratégia usando fake news fazia parte do plano golpista, revelam investigações
A subprocuradora-geral da República, Cláudia Sampaio Marques, pediu que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal aceite a denúncia oferecida contra o chamado ‘Núcleo 4’ da trama golpista. Segundo ela, todos os envolvidos na trama “tinham consciência” do objetivo de manter ilegalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.
“Todos tinham consciência e agiam no sentido de alcance do objetivo comum, que era exatamente não permitir que o governo legitimamente eleito exercesse o mandato e manter o presidente Jair Bolsonaro no exercício do cargo”, disse Cláudia Sampaio, na sessão desta terça-feira 6 que vai decidir se a Turma aceita ou não a denúncia.
Ainda segundo Cláudia Sampaio, “todos agiram e concorreram para houvesse um golpe de estado”, o que foi explicitado na denúncia. Para a subprocuradora-geral, a denúncia está apta para ser aceita.
O ‘Núcleo 4’ é conhecido como o ‘núcleo de desinformação’ do plano golpista. Ele é composto pelos seguintes nomes:
- Ailton Gonçalves Moraes Barros, capitão reformado do Exército;
- Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército;
- Carlos César Moretzsohn Rocha, ex-presidente do Instituto Voto Legal;
- Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército e ex-servidor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército;
- Marcelo Araújo Bormevet, policial federal e ex-servidor da Abin;
- Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército.
A PGR sustenta que eles cometeram os crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado democrático, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.
Na sessão desta terça, Cláudia Sampaio citou que os denunciados utilizaram a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para formar uma espécie de central de contrainteligência. O objetivo era promover desinformação, monitorar autoridades e atacar instituições.
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