Justiça

‘Adversários declarados’: Renan rejeita acordo com Lira em ação por calúnia e difamação

A possibilidade de uma saída ‘diplomática’ foi cogitada pela Procuradoria-Geral da República

‘Adversários declarados’: Renan rejeita acordo com Lira em ação por calúnia e difamação
‘Adversários declarados’: Renan rejeita acordo com Lira em ação por calúnia e difamação
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Apoie Siga-nos no

O senador Renan Calheiros (MDB) afirmou ao Supremo Tribunal Federal não ter interesse em chegar a um acordo para encerrar uma queixa-crime movida pelo deputado federal Arthur Lira (PP). Os dois lideram grupos políticos antagônicos em Alagoas e têm um histórico de embates nas redes sociais e nos tribunais.

Na semana passada, a defesa do emedebista argumentou que a rivalidade política inviabilizaria uma conciliação. O relator da ação é o ministro André Mendonça. “O querelante e o querelado são adversários políticos declarados, acarretando-se infrutífera conciliação caso a audiência seja designada”, diz a manifestação, assinada pelos advogados Luís Henrique Machado e Bárbara Figueiredo.

O processo começou em julho de 2023, na Justiça Federal do Distrito Federal. Por envolver parlamentares, o caso chegou ao STF meses depois. A possibilidade de um acordo foi cogitada pela Procuradoria-Geral da República.

A ação envolve declarações de Renan sobre o ex-presidente da Câmara. Na ocasião, o senador disse que Lira “privatizou a prefeitura de Maceió”, “se beneficiou diretamente do orçamento secreto” e “usou muitas prefeituras, infelizmente, para lavar dinheiro”. O deputado acionou a Justiça afirmando ser alvo de calúnia, difamação e injúria.

No mesmo documento em que defendeu uma audiência de conciliação, a PGR se manifestou contra a abertura de uma ação penal, sob o argumento de que Renan está protegido pela imunidade material parlamentar — prerrogativa que garante a liberdade por opiniões, palavras e votos proferidos por parlamentares no exercício do mandato.

Diante disso, a defesa do senador defendeu o “regular prosseguimento do feito” — ou seja, que o processo siga sem audiência conciliatória.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo