Na Espanha, torcedores comemoram a conquista da primeira Copa feminina

Após a partida, os torcedores saíram às ruas de Madri, onde alguns carros buzinaram em comemoração, gritando "somos campeões mundiais"

Foto: JAVIER SORIANO / AFP

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A Espanha se cobriu de vermelho e amarelo neste domingo (20) para comemorar o primeiro título mundial da seleção feminina de futebol, treze anos após o feito alcançado pela equipe masculina.
A expectativa criada na Espanha em torno da final da Copa do Mundo se transformou em alegria e felicidade com a vitória da ‘Roja’ por 1 a 0 sobre a Inglaterra, em Sydney.
Em todo o país, os torcedores comemoraram a façanha, que milhares deles assistiram em telões instalados em várias cidades espanholas como Madri, Barcelona e Zaragoza, entre outras.
No centro esportivo Wizink Center, em Madri, 6.000 torcedores pularam de suas cadeiras gritando, agitando bandeiras vermelhas e brancas quando Olga Carmona marcou o gol da vitória.
“Foi muito emocionante, já que não pudemos ver em campo, vê-lo aqui é uma emoção especial e o título que a Espanha conquistou é muito importante”, disse à AFP Antonio Navarro, de 55 anos, que trabalha na área de merchandising e compareceu ao evento no Wizink.

“Alucinante”

Os fãs, em sua maioria jovens e famílias, acompanharam com aplausos e gritos de “Espanha, Espanha!” a cada jogada perigosa de La Roja, que eram vistas nos telões instalados no pavilhão de Madri.
“É incrível, o clima, as pessoas, tudo”, disse Amelia Frutos, de 25 anos, enquanto segurava sua bandeira espanhola.
“Não temos todas aqui conosco, mas temos que tentar. A Inglaterra é um time forte”, dizia à AFP Sonia Patrón, de 26 anos, que, como a maioria das espanholas, estava esperançosa, embora ciente das dificuldades.
Mas quando soou o apito final na Austrália, aquele medo inicial do time adversário, algoz da Roja na última Eurocopa, se transformou em saltos e gritos de alegria pelo título mundial, que fez tremer as arquibancadas do Wizink.
“Moleza desde o início”, brincou Ricardo Gutiérrez, antes de admitir que “estou sendo irônico, foi super difícil”.
Este engenheiro de 28 anos reconheceu ter sofrido muito nos últimos minutos, quando a Inglaterra atacou desesperadamente.
“É incrível, fizemos história, somos lendárias, venho do futsal, mas estou muito feliz que algumas das minhas companheiras sejam campeãs mundiais. É histórico para nós”, disse Amelia “Ame” Romero, de 32 anos, jogador da seleção espanhola de futsal.
A campeã europeia de futsal em 2019 e 2022, insistiu que “estava muito confiante no grupo que elas têm, as jogadoras que estão lá, foi um grande jogo tanto para a Inglaterra como para a Espanha, mas acho que fomos dignas campeãs mundiais”.

Foto: FRANCK FIFE / AFP

“Fizemos história!”

Após a partida, os torcedores saíram às ruas de Madri, onde alguns carros buzinaram em comemoração, gritando “somos campeões mundiais”.
Agitando bandeiras espanholas e cachecóis com as cores da seleção, os torcedores, sob o intenso sol do meio-dia madrilenho, invadiram os bares próximos ao centro esportivo para se refrescar e continuar comemorando a conquista histórica de La Roja.
“Isso dá muita visibilidade e voz ao futebol feminino, porque antes era muito pouco e não tinha torcedores e agora as meninas são exemplos”, disse à AFP Alma Díaz, professora de 32 anos.
“Fizemos história! Um ponto de virada está chegando para o futebol feminino e, depois disto, elas vão se tornar referências mundiais”, garantiu Ame.
Depois da façanha, agora a Espanha só espera o retorno de suas novas campeãs para voltar às ruas com elas.

Foto: JAVIER SORIANO / AFP

Foto: JAVIER SORIANO / AFP

Foto: JAVIER SORIANO / AFP

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