Educação

Reitor eleito toma posse no IFSC após mais de um ano sob impedimento

Gariba Júnior era alvo de processo administrativo que terminou arquivado por falta de provas; professor se queixa de intervenção do governo

Foto: JC/MEC
Foto: JC/MEC

O professor Maurício Gariba Júnior tomou posse, nesta quarta-feira 18, como reitor do Instituto Federal de Santa Catarina, após mais de um ano de sua vitória na eleição interna. O docente assinou o termo de posse, em cerimônia realizada no Ministério da Educação, em Brasília.

Como mostrou CartaCapital em 2020, Gariba Júnior foi impedido de tomar posse em função de um processo administrativo disciplinar relacionado a supostas irregularidades na instalação de catracas e cancelas no período em que ele foi diretor de um dos campus do IFSC. Segundo o professor, o processo foi manuseado pelo Ministério da Educação a fim de favorecer uma intervenção do presidente Jair Bolsonaro na instituição.

Quem ficou no poder nesse período foi o professor André Dala Possa, como reitor pro tempore nomeado por Abraham Weintraub. Em entrevista a CartaCapital no ano passado, Dala Possa negou o título de “interventor” e disse que, se não aceitasse ocupar o cargo, o IFSC poderia ficar sem um reitor em exercício. O docente ficou em 2º lugar na eleição vencida por Gariba Júnior, com 26,08% contra 36,29% dos votos, em 2019.

Ouvido pela reportagem após tomar posse no MEC, Gariba Júnior disse que não havia motivos para que sua nomeação fosse impedida. O processo administrativo disciplinar acabou arquivado por falta de provas. Gariba Júnior fica no cargo por quatro anos.

“Significa uma vitória coletiva da comunidade do IFSC, dos estudantes, técnicos, docentes que sempre acreditaram na democracia e na autonomia institucional”, declarou o professor. “Fez valer o que as urnas disseram em 2019. Não tínhamos nenhum impeditivo na época para assumirmos.”

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