Educação

PF prende suspeito de fazer o Enem para outras pessoas

O jovem foi encontrado em Belém, na casa de familiares, onde passava o feriado da Semana Santa

Foto: Angelo Miguel/MEC
Apoie Siga-nos no

A Polícia Federal prendeu, na sexta-feira 29, um aluno de Medicina da Universidade do Estado do Pará (campus Marabá) acusado de prestar o Enem no lugar de outros dois candidatos. A fraude funcionou e os estudantes que não participaram da prova foram aprovados para o mesmo curso da UEPA.

A Justiça Federal decretou a prisão do estudante André Rodrigues Ataíde por falsidade ideológica, uso de documento falso e estelionato. A residência dele foi alvo de busca e apreensão na Operação Passe Livre, deflagrada em 16 de fevereiro – na ocasião, contudo, os agentes não encontraram o suspeito.

Nesta sexta, ele foi capturado em Belém, na casa de familiares, onde passava o feriado da Semana Santa.

O advogado do estudante, Diego Adriano Freires, disse considerar que a prisão não seria necessária, uma vez que a liberdade de seu cliente “não prejudicará as investigações e nem se configura uma ameaça à garantia da ordem pública”.

A apuração da PF indica que as assinaturas nos cartões de resposta e as redações não foram produzidas pelos estudantes inscritos no Enem. Quem fez a prova no lugar dos candidatos, segundo as investigações, foi o aluno da UEPA – a principal suspeita é que ele tenha usado documentos falsos para driblar a fiscalização.

Os nomes dos vestibulandos beneficiados pela fraude não foram divulgados, mas eles também são investigados.

Agora, a PF tenta entender se o esquema funcionou em outras edições do Enem e se outros candidatos foram aprovados por meio da mesma estratégia.

Em nota, a Universidade Estadual do Pará informou ter suspendido os três estudantes envolvidos para “garantir a transparência da apuração” e afirmou ter instaurado um procedimento disciplinar sobre o caso.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo