Educação

MPF pede apuração de possível crime de falsidade ideológica por Decotelli

Ex-ministro da Educação teve título de doutor negado pela Universidade do Rosário, na Argentina

MPF pede apuração de possível crime de falsidade ideológica por Decotelli
MPF pede apuração de possível crime de falsidade ideológica por Decotelli
Carlos Decotelli, o novo ministro da Educação. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
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O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal que avalie se o ex-ministro da Educação, Carlos Decotelli, cometeu crime de falsidade ideológica ao incluir em seu currículo a informação inverídica de que havia concluído o doutorado. O parecer da Procuradoria Geral da República (PGR) foi elaborado com base em uma notícia crime apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Para a PGR, como Decotelli não tem foro privilegiado, a notícia-crime não deve ser analisada pelo STF. Ainda de acordo com a procuradoria, o fato é de interesse da União e precisa ser apurado pela Justiça Federal.

Responsável pelo caso no STF, a ministra Rosa Weber seguiu a recomendação da PGR e encaminhou o processo à Seção Judiciária do Distrito Federal.

Ao anunciar a contratação do ministro, em junho deste ano, o presidente Jair Bolsonaro citou o título de doutor de Decotelli, pela Universidade de Rosário na Argentina. A titulação, no entanto, foi desmentida pelo reitor da universidade nas redes sociais.

Em entrevista à imprensa, Franco Bartolacci explicou que Carlos Decotelli foi reprovado no exame de qualificação da banca de doutorado na universidade e que, por isso, não concluiu o curso, contrariando o que afirmava em seu currículo. “Ele apresentou uma versão escrita que foi julgada desfavoravelmente pelo júri e, portanto, não pode fazer sua defesa oral”, disse.

“Ele cursou o doutorado, mas não o concluiu. Falta aprovar a tese, que é a instância final para acessar o título de Doutor. Portanto, não é um Doutor da UNR”, completou.

Após o caso, Decotteli editou o seu currículo na plataforma Lattes. No campo “título” passou a citar apenas “créditos concluídos” em 2009. Também retirou o nome da tese “Gestão de Riscos na Modelagem dos Preços da Soja” e o nome do orientador, Dr. Antonio de Araujo Freitas Jr. No campo dedicado à titulação, inseriu “sem defesa de tese”.

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