Educação

Ministro da Educação aposta em time de economistas para o MEC

O MEC está nas mãos de dois economistas; Weintraub terá como braço direito Paulo Vogel de Medeiros, que também vem da Casa Civil

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil Abraham Weintraub (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)
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O ministro da Educação Abraham Weintraub apresentou nesta quarta-feira 10 os nomes que comporão o alto escalão do Ministério da Educação. Para o cargo de secretário-executivo, o ministro apostou em um nome de sua área, a econômica.

Antonio Paulo Vogel de Medeiros, o número 2 do MEC, também atuou na transição do governo federal e, em janeiro de 2019, assumiu o cargo de secretário-executivo adjunto da Casa Civil da Presidência da República.

 

Graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduado em Administração Financeira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Medeiros atuou na gestão pública e ocupou cargos de chefia e alta direção na Secretaria do Tesouro Nacional, nos estados do Rio de Janeiro e de Goiás, no município de São Paulo e no governo do Distrito Federal.

Com a nomeação, é destituído do cargo o militar Ricardo Machado Vieira, que era assessor especial da presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Vieira tinha sido nomeado por Bolsonaro, que deu carta branca ao ministro para escolher seu time durante sua cerimônia de posse.

 

Vieira foi nomeado numa tentativa de fortalecer o grupo dos militares na pasta, em contraposição à ala mais ideológica, formada por seguidores do escritor Olavo de Carvalho. A disputa interna entre os grupos levou à paralisação da agenda do Ministério e enfraquecimento da figura do ministro Ricardo Vélez Rodriguez, que acabou demitido na segunda-feira.

Para o cargo de secretário-executivo adjunto foi nomeado Rodrigo Toledo Cota, graduado em Administração de Empresas e pós-graduado em Relações e Negócios Internacionais. Antes do MEC, ocupava o cargo de diretor de Programas da Secretaria Executiva do Ministério da Economia, onde respondia pelos assuntos da Previdência Social, Trabalho e Políticas Sociais.

Durante sua cerimônia de posse, na tarde da terça-feira 9, o ministro falou em pacificar o ministério. Ao que parece, Weintraub não agradou nem a gregos, nem a troianos. Olavo de Carvalho se pronunciou no Twitter sobre as nomeações:

Outras nomeações

Também foi anunciado o novo secretário de Educação Básica: Janio Carlos Endo Macedo. Advogado, atuou por 35 anos no Banco do Brasil. Era secretário-adjunto da Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal, ligada à Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital.

A Secretaria de Educação Superior (Sesu), por sua vez, foi entregue a Arnaldo Barbosa de Lima Junior, graduado em Economia Internacional e Comércio Exterior. Ele foi um dos autores da reforma do Fies, que culminou com a edição da Lei 13.530, de 2017 e atualmente é diretor de Seguridade na Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe), além de membro do Conselho Nacional de Previdência Complementar.

 

Para a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) o escolhido foi Silvio José Cecchi. Ligado ao MDB, ocupou o mesmo cargo na gestão Michel Temer. Graduado em biomedicina, Cecchi foi coordenador do curso de biomedicina do Centro Universitário Barão de Mauá, diretor-geral da Faculdade COC e diretor de pós-graduação da Anhanguera Educacional.

Por fim, também foi conhecido o nome do titular da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec): Ariosto Antunes Culau, também economista de formação que, antes do MEC, atuava como secretário de Gestão Corporativa do Ministério da Economia, tendo auxiliado na estruturação do novo ministério.

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