Educação

Grupo reage ao governo de MT e sugere militarização de escolas particulares

O governo de Mauro Mendes tenta entregar a gestão da Escola Estadual Professora Adalgisa de Barros à Polícia Militar

Grupo reage ao governo de MT e sugere militarização de escolas particulares
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Créditos: Reprodução
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Um grupo de skatistas de Várzea Grande (MT) reagiu às intenções do governo de Mauro Mendes (União Brasil) de militarizar a Escola Estadual Professora Adalgisa de Barros. Os signatários de um manifesto sugerem a militarização de escolas particulares voltadas às elites do estado.

“Nós, pobres, pretos e periféricos, nos manifestamos aqui, com tamanha derrisão, a favor da militarização das escolas, mas não apenas das escolas públicas”, diz um trecho do texto. “Não queremos ter exclusivamente esse privilégio. Já que a militarização é um projeto de educação excelente, queremos compartilhá-lo também com as escolas dos filhos de vocês.”

Os postulantes ainda sugerem que a militarização comece pela escola frequentada por uma das filhas do governador, o Colégio Notre Dame de Lourdes. “É aquela escola em que a madre diretora chamou o helicóptero da PM para intimidar a manifestação de seus alunos”, provocaram os skatistas, em referência a um episódio de setembro de 2021.

Na ocasião, um helicóptero da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso fez um voo baixo sobre o Colégio Notre Dame de Lourdes, um dia depois de uma professora ter sido demitida por criticar o então presidente Jair Bolsonaro (PL) em sala de aula. Os ocupantes da aeronave portavam uma bandeira do Brasil e a exibiram para os alunos durante o sobrevoo. A secretaria alegou que a ação foi um pedido “da própria instituição educacional”, como parte das “atividades da Semana da Pátria realizada pelo colégio”.

A comunidade da escola Professora Adalgisa de Barros tem protagonizado uma resistência frente às investidas do governo para entregar a instituição à gestão da Polícia Militar. Uma assembleia realizada em 23 de janeiro gerou tumulto e foi cancelada pelo secretário da Educação, Amauri Monge Fernandes, que determinou a realização de uma nova audiência pública, em data a ser definida pela Diretoria Regional de Educação de Várzea Grande.

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