Educação

Escola pública de São Paulo suspende volta às aulas por casos de Covid-19

Sindicato dos professores denuncia casos de infecção em escolas da capital e interior do estado

Escolas da Diretoria de Ensino Leste 1 têm falta de merendeiras e profissionais de limpeza. Créditos: Divulgação Escolas da Diretoria de Ensino Leste 1 têm falta de merendeiras e profissionais de limpeza. Créditos: Divulgação
Escolas da Diretoria de Ensino Leste 1 têm falta de merendeiras e profissionais de limpeza. Créditos: Divulgação Escolas da Diretoria de Ensino Leste 1 têm falta de merendeiras e profissionais de limpeza. Créditos: Divulgação
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Uma escola estadual da zona leste de São Paulo suspendeu o retorno das aulas presenciais previsto para o dia 8 de fevereiro por conta de infecções pelo novo coronavírus.

A reportagem de CartaCapital teve acesso a um comunicado emitido pelo colégio Ermelino Matarazzo, localizado no bairro Jardim Belém, afirmando que a programação será revista. As informações são de dois casos confirmados de Covid-19 e cinco suspeitos.

A escola é vinculada à Diretoria Estadual de Ensino Leste 1 que concentra mais de 90 unidades escolares em bairros como Itaquera, Ermelino Matarazzo, Penha, São Miguel, Vila Ré, entre outros.

CartaCapital veiculou uma reportagem mostrando que algumas escolas da região não dispõem de merendeiras e profissionais de limpeza para o retorno escolar anunciado pelo governo para o dia 8 de fevereiro. O problema tem como fundo a suspensão dos contratos com empresas terceirizadas, feita pela Secretaria de Educação em março de 2020.

Com o cenário, a promessa feita pelo governador João Doria e pelo secretário de educação Rossieli Soares de ofertarem alimentação aos alunos não deve se cumprir tão já.

A recomendação dada a pelo menos 33 unidades escolares vinculadas à Leste 1 é que funcionem apenas duas horas por dia – das 7h às 9h – e ofereçam merenda seca aos estudantes, como bolachas e sequilhos. A reportagem identificou falta de sucos e bebidas no armazém das instituições.

A falta de profissionais da limpeza também é um problema comum entre as escolas. A assepsia dos ambientes é fator indispensável para uma retomada segura em meio a pandemia do novo coronavírus.

No protocolo sanitário divulgado pelo governo do estado está prevista a limpeza de todos os ambientes escolares antes do início de cada turno e sempre que necessário, com prioridade às superfícies mais tocadas como grades, corrimãos e puxadores de portas, carteiras e mesas de refeitórios.

Os banheiros, segundo o documento, devem ser higienizados no mínimo a cada três horas, bem como o lixo das unidades serem removidos três vezes ao dia.

Complementam as orientações a manutenção de espaços ventilados com janelas e portas abertas. O uso de ventilador e ar condicionado deve ser evitado.

Apeoesp denuncia mais casos nas escolas

Pelo menos mais uma escola da zona leste se posiciona contra a retomada das atividades no dia 8 de fevereiro. A unidade estadual Professor José Bartocci, localizada no bairro da Vila Ré, teria o diretor, vice-diretor e coordenador afastados de suas funções após testarem positivo para o coronavírus.

A escola consta em um levantamento de casos feito pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e publicado na quarta-feira 3 em seu site.

A lista dá o nome de 18 escolas ao todo, não só na capital mas também no interior do estado. Há casos em quatro  escolas da cidade de Franca, duas de Bragança Paulista, e demais territórios como Campinas e Bauru.

Como está estruturada a retomada presencial?

Pelo calendário do governo, as escolas reabrirão no dia 8 de fevereiro para receber os estudantes em um formato híbrido alternando aulas presenciais e remotas. As unidades devem atuar com 35% dos seus estudantes diariamente.

Ainda de acordo com o estado, as famílias não serão obrigadas a enviar os estudantes para as escolas nas fases vermelha e laranja do plano de retomada econômica.

A obrigatoriedade de retorno a professores e estudantes será a partir da fase amarela do Plano SP, exceto aos que integram o grupo de risco.

“Nesses casos, eles deverão apresentar atestado médico e continuar com as atividades remotas como acompanhamento das aulas através do Centro de Mídias de SP, que manterá as aulas mediadas por tecnologia, além das atividades entregues diretamente nas unidades”, informou a Secretaria de Educação do Estado em nota enviada à CartaCapital.

A pasta ainda informou que abriu a contratação de 10 mil professores temporários para ministrarem aulas presenciais no retorno. Os demais professores podem se dividir entre presencial e remoto e os profissionais do grupo de risco ficam só no remoto.

Ana Luiza Basilio

Ana Luiza Basilio
Repórter do site de CartaCapital

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