Economia

Unctad vê Brasil crescendo menos que a média mundial em 2022

Relatório indica que economia global terá uma recuperação de 5,3% este ano e 3,6% em 2022; depreciação do real e inflação preocupam

Foto: iStock
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A Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, divulgou nesta quarta-feira 15, em Genebra, a edição mais recente de seu Relatório Comércio e Desenvolvimento 2021.

O Brasil, embora tenha sofrido um impacto menor na pandemia se comparado aos países latinoamericanos, terá dificuldades em acompanhar o ritmo de crescimento das principais economias do mundo. O crescimento da economia brasileira, deve cair de 4,8% em 2021 para 1,8% em 2022.

O levantamento indica que economia global terá uma recuperação de 5,3% este ano, desacelerando para 3,6% em 2022. A aceleração é a mais rápida em 50 anos — mas será desigual entre as diferentes regiões globais. 

Os fatos políticos nacionais, aponta o documento, impulsionaram uma depreciação do real mais acelerada que em outros países em desenvolvimento. Essa desvalorização, somada a elevação do preço das commodities, impulsionaram a inflação do Brasil, que cresceu em ritmo mais acelerado do que em países como México, Rússia e África do Sul. 

A escassez de energia hidrelétrica têm empurrado a inflação para cima, o que força o Banco Central do Brasil a elevar o taxa de juros de curto prazo. Outro efeito da crise hídrica e energética foi o aumento do preço dos alimentos, que dificultou o acesso das famílias brasileiras a uma alimentação segura. Como reflexo da políticas de austeridade fiscal, o governo federal também deixou de apoiar as famílias vulneráveis conforme as necessidades aumentavam. 

O documento conclui que a incerteza política, associada com a proximidade das eleições presidenciais de 2022, fará pesar as perspectivas do crescimento econômico do País, com o crescimento desacelerando para apenas 1,8%.

Confira abaixo as projeções de crescimento da Unctad para 2022:

Índia: 6,7%

China: 5,7%

Indonésia: 4,9%

Turquia: 3,6%

França: 3,4%

Arábia Saudita: 3,3%

Alemanha: 3,2%

Itália: 3%

EUA: 3%

Argentina: 2,9%

Canadá: 2,9%

México: 2,8%

Coreia: 2,8%

Austrália: 2,8%

Rússia: 2,3%

Japão: 2,1%

Reino Unido: 2,1%

Brasil: 1,8%

Marina Verenicz
Repórter do site de CartaCapital

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