Economia
Senado aprova Galípolo e Aquino para diretorias do Banco Central
Gabriel Galípolo integrará a área responsável pelas discussões sobre a taxa básica de juros, enquanto Ailton Aquino assumirá a Fiscalização
O plenário do Senado aprovou a indicação do economista Gabriel Galípolo e do auditor-chefe do Banco Central Ailton Aquino dos Santos para comandar diretorias da instituição pelos próximos quatro anos. Ambos foram sabatinados na Comissão de Assuntos Econômicos na manhã desta terça-feira 4.
Galípolo foi indicado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para assumir a Diretoria de Política Monetária do BC, enquanto Aquino foi o escolhido para a Diretoria de Fiscalização.
Gabriel Galípolo foi aprovado com 37 votos favoráveis, 12 contrários e uma abstenção. Ailton Aquino recebeu 42 votos a seu favor, 10 contra e uma abstenção.
Com o aval, Galípolo passa a integrar a área responsável pelas discussões sobre a taxa básica de juros. O índice atual da Selic – 13,75% ao ano – é alvo de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de setores da indústria.
Durante a sabatina, ele evitou fazer críticas ao atual estágio da taxa e acenou positivamente a Roberto Campos Neto, presidente do BC. O economista ainda disse que somente uma “taxa de juros neutra”, sem considerar as questões externas, não é “solução” para o crescimento da economia.
Indicado durante a transição entre governos, Gabriel Galípolo foi secretário-executivo do Ministério da Fazenda até maio. Mestre em Economia Política pela PUC-SP, ele presidiu o Banco Fator, instituição conhecida pelas parcerias público-privadas, entre 2017 e 2021.
Também foi chefe da Assessoria Econômica da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, em 2007, no governo de José Serra (PSDB).
Ailton Aquino dos Santos, por sua vez, será o primeiro negro a ocupar uma diretoria do Banco Central desde sua fundação, em 1964. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade Estadual da Bahia, é auditor-chefe do BC há 25 anos e já foi chefe do Departamento de Contabilidade, Orçamento e Execução Financeira do banco.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Falta um espaço participativo no Banco Central, na Defesa e nas Relações Exteriores
Por Milton Rondó
Comunicado do Banco Central deixa uma ‘porta aberta’ para o corte de juros, diz Campos Neto
Por André Lucena



