Economia

Projeção do governo para o PIB 2020 cai de 2,40% para 2,10%

Depois da divulgação do ‘PIBinho’ de 2019, governo revê o crescimento e insiste na agenda de reformas e políticas de austeridade

(Foto: Ricardo Almeida / ANPr)
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A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia divulgou, nesta quarta-feira 11, que a pasta diminuiu a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2020: a expectativa de crescimento, que antes era de 2,40%, caiu para 2,10%.

A alteração da projeção do governo foi publicada no Boletim MacroFiscal do mês de março, e pontou que o principal desafio para PIB será “o menor crescimento global e a piora nos termos de troca”. A crise do coronavírus, que teve epicentro na China, principal comprador do Brasil, é apontada como a principal ameaça, que se soma à disputa internacional do preço do petróleo.

Mesmo assim, a pasta não deixa de defender as reformas e medidas de austeridade fiscal implementadas pela equipe do ministro Paulo Guedes, e reafirma manter a manutenção do teto de gastos – criticado por economistas por limitar os investimentos do País em um cenário de lenta recuperação econômica.

O PIB consolidado de 2019 apresentou o menor crescimento dos últimos 3 anos, atingindo uma baixa porcentagem de 1,1%.  Em contraponto, o governo afirmou que um “PIB privado” teria assumido o protagonismo dos investimentos no País.

O termo não chega a ser mencionado no documento oficial da SPE e é alvo de críticas de economistas por ser visto como uma desculpa para os resultados baixos da equipe de Guedes. No boletim, porém, está registrado que as esperanças do governo recaem sobre o setor privado: “Os dados de criação de vagas de trabalho privado formal e a expansão de crédito livre corroboram a conclusão de que o setor privado tem se fortalecido e assumiu o protagonismo na dinâmica de crescimento.”, escreve a SPE.

O documento também traz as expectativas do governo para a inflação. O índice IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2020, de acordo com o governo, deve figurar em 3,12%, menor do que os 3,62% primeiramente apresentados pela pasta.

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