Economia

Preço do petróleo recua com expectativa de desescalada no Oriente Médio

Ainda assim, o barril de referência Brent do Mar do Norte para entrega em junho custa 101,16 dólares

Preço do petróleo recua com expectativa de desescalada no Oriente Médio
Preço do petróleo recua com expectativa de desescalada no Oriente Médio
Um barco navegando nas águas do Estreito de Ormuz. Foto: Giuseppe Cacece/AFP
Apoie Siga-nos no

Os preços do petróleo recuaram, nesta quarta-feira 1º, diante das perspectivas de uma desescalada das hostilidades no Oriente Médio, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionar um possível fim do conflito em “duas ou três semanas”.

O preço do barril de referência Brent do Mar do Norte para entrega em junho recuou 2,70%, a 101,16 dólares, depois de ter caído mais de 5%.

A referência americana, WTI, para entrega em maio, recuou 1,24%, a 100,12 dólares.

Os preços do petróleo seguem altos apesar do movimento baixista do dia.

Os operadores querem acreditar nas declarações do presidente norte-americano, que na noite de terça-feira mencionou um fim iminente do conflito.

“Tudo o que tenho de fazer é ir embora do Irã, e o faremos muito em breve, e (os preços) virão abaixo”, disse, ao falar de um prazo de “duas, talvez três semanas”.

Donald Trump também assegurou, nesta quarta-feira, que o presidente iraniano pediu um cessar-fogo, mas condicionou qualquer trégua à reabertura do Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o petróleo do Oriente Médio, atualmente bloqueada pelo Irã.

Teerã negou as afirmações de Trump.

“Se os iranianos e os Estados Unidos conseguirem efetivamente um acordo sobre um cessar-fogo temporário, seria vista uma queda nos preços do petróleo bruto”, comentou à AFP Andy Lipow, da Lipow Oil Associates. “Mas o mercado, sobretudo, vai esperar a reabertura do Estreito de Ormuz.”

A Guarda Revolucionária, exército ideológico da República Islâmica, reafirmou, nesta quarta-feira, que a passagem marítima seguiria fechada aos “inimigos” do país.

O trânsito pelo estreito caiu cerca de 95% desde o início do conflito, segundo a plataforma de acompanhamento marítimo Kpler.

“Mesmo no caso de um acordo de paz provisório e potencialmente frágil, de uma trégua ou de uma retirada americana, a reconstrução após os danos já causados será dolorosamente lenta”, acrescentou Tamas Varga, analista da PVM Energy.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo