Economia

Mesmo com corte na Selic, Brasil segue no topo de ranking dos juros reais

Um levantamento do MoneYou considera a expectativa de inflação para os próximos 12 meses e engloba 40 países

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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Apesar da redução de 0,5 ponto percentual na taxa Selic, o Brasil segue no topo de um ranking de juros reais. Com a decisão do Conselho de Política Monetária do Banco Central, nesta quarta-feira 2, o País conservou o posto pela sétima vez consecutiva, com um índice de 6,68%.

O levantamento foi realizado pelo site MoneYou, que considera a expectativa de inflação para os próximos 12 meses e engloba 40 países.

Em segundo lugar está o México, com uma taxa de juros real de 6,64%, seguido da Colômbia, com 6,15%.

A taxa de juros real é calculada com o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses e é considerada uma medida mais efetiva para comparação com outros países.

No ranking dos juros nominais (ou seja, sem descontar a inflação), a taxa brasileira caiu da segunda para a quarta posição, ao lado da Colômbia e atrás de Argentina, Turquia e Hungria.

Confira os países com maiores juros reais, segundo o levantamento: 

  • Brasil: 6,68%
  • México: 6,64%
  • Colômbia: 6,15%
  • Chile: 4,60%
  • África do Sul: 3,82%
  • Filipinas: 3,80%
  • Indonésia: 3,63%
  • Hong Kong: 2,83%
  • Reino Unido: 2,36%
  • Israel: 2,23%

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