Economia
Mercado financeiro projeta nova queda na inflação e maior crescimento do PIB em 2023
Boletim Focus desta semana aponta IPCA em 5,69%; projeção é que PIB cresça 1,68%
O Banco Central (BC) divulgou, nesta segunda-feira 5, a nova rodada de projeções do Boletim Focus. Os números apontam uma expectativa maior para a queda da inflação neste ano e indicam otimismo com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2023
De acordo com o Boletim Focus desta semana, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu pela terceira vez seguida. De 6,02% há quatro semanas, passou para 5,71% na semana passada e, finalmente, 5,69% hoje. No início da semana passada, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, indicou que a inflação poderia ter uma melhora este ano, “ainda que lenta“.
Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta da inflação para 2023 é de 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
A estimativa do IPCA para 2024 também caiu: de 4,13%, na semana passada, para 4,12%. Para 2025 e 2026, as projeções estão em 4%.
No relatório divulgado hoje, os analistas estimam, ainda, um crescimento de 1,68% para o PIB brasileiro em 2023. Na semana passada, a previsão estava em 1,26% e, na semana anterior, 1,20%. Os números divulgados hoje são os primeiros após a confirmação do PIB do primeiro trimestre, que apontou um crescimento de 1,9% no período, em comparação ao trimestre anterior.
Já a estimativa de crescimento para 2024 caiu de 1,30% para 1,28%. Para 2025, a projeção de crescimento de 1,70% foi mantida e, em 2026, o percentual subiu de 1,80% para 1,90%.
A projeção da taxa básica de juros da economia (taxa Selic) se mantém em 12,50% há sete semanas. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano, o que vem sendo motivo de sucessivas críticas do governo federal, de economistas e de representantes do varejo. No boletim de hoje, as projeções para 2020 (10%), 2025 (9%) e 2020 (9%) ficaram estáveis.
O boletim Focus é publicado semanalmente há mais de 20 anos e leva em conta as projeções dos analistas das cem principais instituições financeiras do país.
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