Economia

Lula diz que presidente da Petrobras tem ‘cabeça fértil’ e que desconhece ideia de subsidiária no Oriente Médio

Jean Paul Prates anunciou um estudo sobre a inauguração da Petrobras Arábia

O presidente Lula nos Emirados Árabes Unidos, antes de embarcar para a Alemanha, em 3 de dezembro de 2023. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Lula (PT) afirmou neste domingo 3 desconhecer o plano do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, de inaugurar uma subsidiária da empresa no Oriente Médio.

Em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Lula disse não ter sido informado sobre a ideia.

“Como a cabeça dele é muito fértil, e ele pensa numa velocidade de Fórmula 1 e eu funciono numa velocidade de Volkswagen, eu preciso aprender o que é isso que ele vai fazer”, disse Lula em uma coletiva de imprensa. “Eu vou conversar com ele.”

“A Petrobras não vai deixar de prospectar petróleo. É importante lembrar isso. Porque o combustível fóssil ainda vai funcionar durante muito tempo na economia mundial. Mas, ao mesmo tempo, a Petrobras vai se transformar numa empresa não de petróleo apenas, mas numa empresa que vai cuidar da energia como um todo.”

Na sexta-feira 1º, Prates afirmou que a Petrobras iniciaria ainda em dezembro os estudos sobre a abertura de uma subsidiária para fortalecer os laços no Oriente Médio. “Vamos analisar a viabilidade de estabelecer uma subsidiária integral no Golfo: Petrobras Arábia”, declarou à Bloomberg News.

Neste domingo, Lula também defendeu o ingresso do Brasil como uma espécie de observador no grupo expandido da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a Opep+.

“O observador vai para ouvir e vai para dar palpite. E por que é importante para o Brasil participar? É verdade que nós precisamos diminuir o combustível fóssil, mas é verdade que nós precisamos criar alternativa”, justificou. “Então, antes de acabar, você precisa oferecer à humanidade uma opção. A participação na Opep+ é para a gente discutir com a Opep a necessidade investirem um pouco do seu dinheiro para ajudar os países pobres do continente africano, da América Latina, da Ásia.”

A Opep+ nasceu em 2016, quando a Rússia e outros nove países – Cazaquistão, Azerbaijão, Malásia, México, Bahrein, Brunei, Omã, Sudão e Sudão do Sul – somaram forças com os 13 membros da Opep – Venezuela, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Nigéria, Líbia, Kuwait, Iraque, Irã, Gabão, Guiné Equatorial, República do Congo, Angola e Argélia – para frear a queda nos preços do petróleo.

Desde o fim de 2022, a Opep+ adotou cortes de abastecimento de aproximadamente 5 milhões de barris por dia.

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