Economia

Guedes insiste na obsessão de privatizar a Petrobras e discute com sindicalistas

O ministro da Economia dará prosseguimento a um estudo a fim de estabelecer as bases para a venda da empresa

O ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Sergio Lima/AFP
O ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Sergio Lima/AFP
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a tratar de uma de suas principais obsessões no governo de Jair Bolsonaro: a privatização da Petrobras. Ele recebeu nesta quinta-feira 12 de Adolfo Sachsida, novo ministro de Minas e Energia, um pedido de estudo sobre a “desestatização” da petroleira.

A partir de agora, segundo Guedes, a solicitação chegará ao Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos e visa permitir, em primeiro lugar, a inclusão da empresa que administra o pré-sal brasileiro, a PPSA, no Programa Nacional de Desestatização. Depois, virá a avaliação dos mecanismos legislativos necessários para privatizar a Petrobras.

“Isso [encaminhamento do pedido de estudo] deve ser feito hoje mesmo. Vamos dar sequência aos estudos para a PPSA e, depois, a Petrobras”, disse Guedes a jornalistas, ao lado de Sachsida. Sindicalistas reagiram à defesa da privatização da Petrobras e afirmaram que o governo tenta destruir o patrimônio brasileiro.

Guedes, então, subiu o tom de voz e, como de praxe no governo de Jair Bolsonaro, preferiu atacar gestões passadas: “Eu não quero falar de quem roubou a Petrobras, de quem assaltou a Petrobras. Roubaram, foram condenados. Não quero falar disso. Quero apenas receber, como um programa de governo, que teve 60 milhões de votos, um pedido do novo ministro de Minas e Energias e encaminhar o processo”.

As privatizações já ganham destaque na pré-campanha eleitoral. Na quarta 11, o ex-presidente Lula (PT), líder das pesquisas de intenção de voto, se manifestou contra a venda de empresas como a Petrobras, a Eletrobras e os Correios. Durante agenda em Juiz de Fora (MG), ele se dirigiu também a empresários interessados em comprar as companhias.

“Eu quero aproveitar para dizer ao governo brasileiro e aos empresários: parem de tentar privatizar as nossas empresas públicas. Quem se meter a comprar a Petrobras vai ter que conversar conosco depois da eleição”, afirmou Lula.

“Parem de tentar privatizar a Eletrobras, porque, se não fosse a Eletrobras, não teria o programa Luz para Todos, que custou ao povo brasileiro 20 bilhões e só pôde ser feito porque a empresa era pública. Parem de privatizar os Correios, não tem que privatizar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o BNDES. Aprendam a trabalhar, a investir, a fazer política econômica, em vez de vender as coisas que já estão prontas.”

Nesta quinta, após se reunir com secretários estaduais de Fazenda, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também criticou a decisão do governo de privatizar a Petrobras. Segundo ele, “o momento é muito ruim” e além disso, a privatização não resolveria o problema da alta no preço dos combustíveis.

“Não considero que esteja no radar ou na mesa de discussão, neste momento, a privatização da empresa, porque o momento é muito ruim”, disse a jornalistas. “Nós temos dificuldades de valorização de ativos. Estamos passando por problemas, de necessidade de (buscar uma estabilidade).”

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