Governo anuncia nova bandeira tarifária e conta de luz ficará mais cara

Bandeira adicionará 14 reais nas faturas a cada 100 kWh consumidos até abril de 2022

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Economia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta terça-feira 31, uma nova bandeira tarifária para as contas de luz de todo o país. A “bandeira tarifária escassez hídrica” que deve entrar em vigor na quarta-feira 01, prevê acrescentar 14,20 reais a cada 100 kW/h consumidos. O novo valor representa uma alta de 49,63% em relação ao patamar estabelecido atualmente, o mais alto em vigor nos últimos meses.

Segundo divulgado pela agência, a nova bandeira deve permanecer em vigor até o fim abril de 2022. Isso representa uma mudança no sistema de revisão de bandeiras tarifárias, feito anteriormente mensalmente.

“Assim, tendo em vista o déficit de arrecadação já existente, superior a R$ 5 bilhões, e os altos custos verificados, destacadamente de geração termelétrica, foi aprovada determinação para que a ANEEL implemente o patamar específico da Bandeira Tarifária, intitulado “Escassez Hídrica”, no valor de R$ 14,20 / kWh, com vigência de 1º de setembro de 2021 a 30 de abril de 2022”, informou a agência em nota.

O Brasil passa hoje pela pior crise hídrica dos últimos 91 anos. Essa situação tem exigido medidas de racionamento para os próximos meses, quando há menor índice de chuvas.

A previsão é de que os reservatórios das usinas hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste cheguem ao fim de setembro com 15,4% da capacidade, volume menor do que o registrado na crise de 2001.

Com o baixo nível das reservas hídricas, o governo precisou acionar as termoelétricas para produção de energia, o que faz elevar a taxa de energia para pelos brasileiros.

Ainda segundo o governo e a agência, a bandeira “escassez hídrica” provocará aumento de 6,78% na tarifa média da conta de luz dos consumidores regulados pela distribuidora. Essa é a segunda alta do ano.

Os consumidores à tarifa social não serão afetados pelo aumento.

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Repórter do site de CartaCapital

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