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“Fugir para onde?”

O Brasil já é um paraíso fiscal para os super-ricos, observa Isac Falcão, presidente do Sindifisco Nacional

Falcão representa os auditores fiscais da Receita Federal – Imagem: José Amarilio/Sindifisco Nacional
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“Ser rico não é pecado”, disse o empresário João Camargo em um lacrimoso artigo publicado na Folha de S.Paulo em setembro, no qual praguejava contra a intenção do governo Lula de taxar os lucros de fundos exclusivos e das empresas offshores, constituídas por brasileiros no exterior. ­Chairman-executivo da CNN Brasil, sócio da 89 Investimentos e fundador do grupo Esfera Brasil, think tank para congregar empresários, ele advertiu que a tentativa de taxar a riqueza dos endinheirados levaria a uma inevitável fuga de capitais: “Num mundo globalizado, o rico tem uma mobilidade financeira enorme, conseguindo alocar seu dinheiro em lugares mais atrativos de forma quase instantânea”.

Não consta que Camargo esteja de malas prontas para deixar o Brasil mesmo após os senadores aprovarem, no fim de novembro, o Projeto de Lei 4.173/2023, que muda a forma de tributação dos fundos exclusivos e das offshores. Talvez o empresário tenha descoberto que já vivia num paraíso fiscal e não sabia – ou fingia não saber. “Os super-ricos brasileiros não têm muitos lugares para onde ir, até porque a tributação sobre o capital e o patrimônio é ínfima por aqui”, observa Isac Falcão, presidente do Sindifisco Nacional.

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