Economia

Em 12 meses, etanol dispara 70% e gasolina sobe 51%; veja mais ‘vilões’ da inflação

No acumulado em 12 meses, o IPCA chega a 10,74%, distante do teto da meta perseguida pelo BC, de 5,25% em 2021

Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas Valor será de 100 reais mensais. (Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)
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A inflação, embora tenha perdido ímpeto, continua a castigar o bolso dos brasileiros. Em novembro, o IPCA foi de 0,95%, abaixo dos 1,25% de outubro. O índice, porém, leva a alta acumulada em 12 meses a 10,74%, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira 10 pelo IBGE.

Em 12 meses, o IPCA está bem distante do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 5,25% em 2021. O centro da meta é de 3,75%. Para o ano que vem, a projeção do mercado financeiro é de alta de 5,02% no IPCA em 12 meses. A estimativa, mais uma vez, está acima do teto da meta de inflação de 2022, de 5%.

Em uma suposta tentativa de frear a inflação, o Comitê de Política Monetária do BC vem subindo repetidamente a taxa básica de juros, a Selic. Na quarta-feira 8, o colegiado aumentou a taxa em 1,5 ponto percentual, para 9,25% ao ano – foi a 7ª alta consecutiva.

Entre os principais vilões do mês passado estão, mais uma vez, os combustíveis – todos subiram no mínimo 40%. Veja as altas:

  • Etanol: 10,53% em novembro (69,40% em 12 meses)
  • Gasolina: 7,38% (50,78% em 12 meses)
  • Óleo diesel: 7,48% (49,56% em 12 meses)
  • Gás veicular: 43,67%

Em novembro, 7 dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta. O maior reajuste, sem surpresas, é o dos transportes, puxado pelos combustíveis. A contribuição desse grupo representa cerca de 76% do IPCA do mês. Habitação (1,03%) e despesas pessoais (0,57%) também subiram.

Entre as quedas estão os grupos de saúde/cuidados pessoais (-0,57%) e alimentação/bebidas (-0,04%). Neste caso, porém, a variação negativa se deve à alimentação fora do domicílio (-0,25%). A refeição (1,10%) acelerou em relação a outubro (0,74%).

Veja alguns dos principais vilões do grupo de alimentação/bebidas no acumulado em 12 meses:

  • Pimentão: 54,95%
  • Açúcar refinado: 51,38%
  • Café moído: 41,52%
  • Frango em pedaços: 33,57%
  • Batata doce: 30,72%
  • Filé-mignon: 29,66%

Também chamam a atenção, no acumulado em 12 meses, as altas do gás de botijão (38,88%), da passagem aérea (36,53%) e do transporte por aplicativo (35,49%).

CartaCapital
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