Economia

Desenrola Brasil já limpou o nome de 3,5 milhões de pessoas, estima Haddad

Ministro prometeu, também, programa para baixar juros do cartão de crédito

Desenrola Brasil já limpou o nome de 3,5 milhões de pessoas, estima Haddad
Desenrola Brasil já limpou o nome de 3,5 milhões de pessoas, estima Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Sergio Lima/AFP
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta quarta-feira 2, que o programa Desenrola Brasil, que tem como objetivo diminuir a inadimplência entre os brasileiros, está próximo dos 3 bilhões de reais em dívidas renegociadas.

“Começamos com muito êxito, desnegativando 7,5 milhões de dívidas de até 100 reais, o que deve corresponder a alguma coisa entre 3,5 milhões CPFs a essa altura. E, hoje, quase 3 bilhões de reais de dívidas renegociadas”, estimou Haddad, em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, da TV Brasil

Segundo Haddad, a expectativa do governo federal é chegar a 50 bilhões de reais em renegociações. Apesar do valor, o ministro da Fazenda não apontou o prazo estimado para chegar ao montante de dívidas renegociadas.

O Desenrola Brasil visa renegociar dívidas de pessoas físicas com renda de até 20 mil reais. O programa divide os inadimplentes em diferentes faixas, oferecendo condições de renegociação.

Rotativo do cartão de crédito

A inadimplência no País passa, entre outros fatores, pelo fato do Brasil possuir um dos maiores patamares de juro real do mundo. Some-se, também, os altos índices de informalidade no trabalho e as dificuldades concretas, para a maior parte da população, de criar poupanças, graças à renda média que, costumeiramente, não acompanha os aumentos no custo de vida.

Sobre os juros, cada modalidade de empréstimo envolve um tipo específico de juro. E, entre os juros, um dos mais altos para a população brasileira é o que se convenciona chamar de crédito rotativo.

Basicamente, esse crédito é oferecido ao consumidor que realiza o pagamento total da fatura do cartão (de crédito) até o vencimento. No último mês de maio, a taxa de juros da categoria ficou em 455,1% ao ano. 

Na entrevista de hoje, o ministro da Fazenda disse que “o governo, o varejo e os bancos estão, hoje, sentados em uma mesa para resolver” a questão, com vistas a baixar os juros da modalidade. Haddad prometeu uma solução para o tema até o final do ano.

“Nós vamos tomar providências, temos um grupo de trabalho, porque nós temos que envolver também o lojista, porque ele faz parte do complexo do cartão de crédito. Então, o lojista, os bancos, o governo, o Banco Central e a Fazenda têm o objetivo de dar uma solução para esse problema até o fim deste ano”, afirmou Haddad.

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