Economia

Barroso defende que o FGTS tenha pelo menos a remuneração da poupança

Julgamento foi interrompido nesta tarde com dois votos para substituir o atual mecanismo de correção

Barroso defende que o FGTS tenha pelo menos a remuneração da poupança
Barroso defende que o FGTS tenha pelo menos a remuneração da poupança
O ministro Luís Roberto Barroso, do STF. Foto: Evaristo Sá/AFP
Apoie Siga-nos no

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, votou nesta quinta-feira 20 para derrubar a correção do FGTS pela Taxa de Referencial. Segundo o relator da ação que discute a revisão do fundo, o dinheiro dos trabalhadores deve ter pelo menos a remuneração da poupança.

O julgamento foi interrompido nesta tarde com o placar de 2 votos a 0 e será retomado na próxima quinta 27. O ministro André Mendonça seguiu o voto de Barroso.

A Corte analisa o caso a partir de uma ação protocolada pelo partido Solidariedade em 2014. A legenda argumenta que a correção pela TR, com rendimento próximo de 0% ao ano, não remunera adequadamente os correntistas.

A remuneração do FGTS não pode ser inferior à da poupança, sob pena de confisco, de apropriação ilegítima de um direito de propriedade do trabalhador. Isso significa que a sociedade pode ter que arcar com maiores valores, caso deseje financiar obras de interesse público a baixo custo”, diz um trecho do voto de Barroso. “Nada mais justo que onerar todo mundo, sobretudo o que tem mais, com o custeio de providencias que são do interesse de toda comunidade.”

De acordo com o relator, trata-se de “uma aplicação financeira compulsória, muito semelhante à poupança, em que os cotistas são forçados a aceitar uma remuneração extremamente baixa e inferior a qualquer outra aplicação de mercado, sem ter liquidez”.

O FGTS foi criado em 1966 e funciona como poupança compulsória e proteção contra o desemprego. No caso de dispensa sem justa causa, o empregado recebe o saldo do fundo mais a multa de 40% sobre o montante.

(Com informações da Agência Brasil)

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo