Economia
Após decisão do TST, GM cancela 1,2 mil demissões
Justiça rejeitou o pedido de liminar da montadora para que as demissões fossem mantidas
A General Motors anunciou neste sábado 4 o cancelamento das 1.245 demissões das fábricas de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes. Os funcionários tinham sido dispensados por um telegrama enviado pela empresa.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, o anúncio da suspensão acontece um dia depois do Tribunal Superior do Trabalho (TST) ter rejeitado o pedido de liminar da montadora para que as demissões fossem mantidas.
A empresa afirmou que vai realizar uma reunião na tarde de segunda-feira 6 com os três sindicatos. Além disso, disse que está realizando os trâmites internos para o cancelamento das demissões.
Valmir Mariano, vice-presidente do sindicato da categoria, comemorou a determinação do TST. “A retomada dos empregos é uma vitória histórica, fruto da forte luta dos trabalhadores das três cidades. Foram 13 dias de greve e muita união em defesa dos empregos. Mostramos a força da nossa categoria”.
Justificativa para demissões
A montadora justifica os cortes afirmando que se devem a uma “queda nas vendas e nas exportações”, o que teria gerado a necessidade de “adequar seu quadro de empregados”.
Os trabalhadores rechaçam a alegação de “crise econômica” na GM, já que no primeiro trimestre de 2023 a empresa informou que teve crescimento de 42% em suas vendas.
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