Diversidade

STF extingue ação popular e mantém proibição da ‘cura gay’

O pedido foi feito por psicólogos ligados a grupos religiosos que defendem a prática de reversão sexual

STF extingue ação popular e mantém proibição da ‘cura gay’
STF extingue ação popular e mantém proibição da ‘cura gay’
Casal LGBT. (Foto: Paulo Pinto/FotosPublicas)
Apoie Siga-nos no

O Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta terça-feira 21, manter a Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 01/99, que determina que não cabe a profissionais da área o oferecimento de qualquer tipo de prática de reversão sexual, popularmente conhecida como “cura gay”.

A corte tornou extinta a ação popular contra a Resolução, movida por um grupo de psicólogos ligados a grupos religiosos que defendem o uso de terapias. Eles pediam para anular uma decisão tomada pela ministra Cármen Lúcia, que em abril de 2019 concedeu uma liminar cassando a decisão de um juiz que permitia a “cura gay”.

 

A decisão foi tomada em 2017 pelo juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, de Brasília, que atendeu uma ação popular ajuizada por uma psicóloga que questionava a resolução do Conselho.

Na ocasião, o magistrado determinou que os psicólogos não poderiam oferecer o tratamento, mas poderiam prestar auxílio aos interessados em mudar a orientação sexual.

O magistrado defendeu, em sua decisão, que que o tema da “cura gay” poderia ser tratado, além dos consultórios, em debates acadêmicos, pesquisas e “atendimentos psicoterapêuticos que se fizerem necessários à plena investigação científica de transtornos comportamentais” de LGBTs.

O Conselho Federal de Psicologia, que sempre se posicionou contra a medida, comemorou a decisão. “Vitória da Psicologia. Vitória da diversidade”, disse o órgão em suas redes sociais.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo