Diversidade

Governo lança programa para financiar a pós-graduação de mulheres negras no exterior

O investimento inicial destinado ao ‘Atlânticas – Programa Beatriz Nascimento de Mulheres na Ciência’ é de 8 milhões de reais

Governo lança programa para financiar a pós-graduação de mulheres negras no exterior
Governo lança programa para financiar a pós-graduação de mulheres negras no exterior
Foto: Divulgação/MIR
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A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, lançou nesta quinta-feira 20 um programa de bolsas de pós-graduação no exterior exclusivo para mulheres negras, indígenas, quilombolas e ciganas

A primeira fase do projeto terá um aporte de 8 milhões de reais para 40 ou 45 bolsas de estudos de mestrado, doutorado e pós-doutorado-sanduíche em âmbito internacional, nas instituições reconhecidas pelas Capes e em qualquer área do conhecimento. A expectativa é que o edital seja anunciado nos próximos meses

Intitulada Atlânticas – Programa Beatriz Nascimento de Mulheres na Ciência, a iniciativa foi desenvolvida em conjunto com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o Ministério dos Povos Indígenas e o Ministério das Mulheres. 

Números da Capes mostram que em 2018 apenas um em cada quatro matriculados em programas de mestrado e de doutorado no Brasil é negro. A lacuna é ainda maior quando a busca por vagas é no exterior e para mulheres negras.

A secretária de Políticas de Ações Afirmativas da pasta, Márcia Lima, explicou que o programa busca parcerias para garantir acesso ao idioma e apoio financeiro para solicitação de vistos e outras documentações necessárias para a viagem. Outro compromisso é oferecer bolsas de diversas áreas, não apenas relativas aos estudos de questões raciais. 

A cerimônia de lançamento aconteceu na Universidade Federal do Pará, em Belém, e contou com as participações da cientista Jaqueline Goes de Jesus, pioneira na pesquisa do sequenciamento genético do coronavírus, e de Zélia Amador de Deus, professora emérita da UFPA e uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará. 

O nome do projeto presta homenagem à intelectual sergipana Beatriz Nascimento, historiadora, pesquisadora e uma das principais estudiosas sobre os quilombos no Brasil.

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