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Viagem de Mourão a Angola em favor da Universal teria custado R$ 1 milhão

De acordo com o site Metrópoles, a comitiva brasileira, que contava com 47 pessoas, dispendeu gastos de 222 diárias, e 102 passagens aéreas

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A viagem do vice-presidente Hamilton Mourão a Angola custou pelo menos 1 milhão de reais aos cofres públicos, de acordo com o portal Metrópoles, que obteve os dados via Lei de Acesso à Informação.

Na visita que durou quatro dias, realizada em julho, o vice-presidente participou de conferência com países de língua portuguesa e se reuniu com o presidente do País para tratar da crise da Igreja Universal do Reino de Deus a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Os dados mostram que foram desembolsados 441.930,16 mil em diárias, 609.159,09 mil em passagens e 20.818,29 mil com outros gastos, como seguro para viagens Ficaram fora dessa conta as despesas com alimentação e transporte, devido ao sigilo imposto sobre essas informações.

A comitiva brasileira, que contava com 47 pessoas, dispendeu gastos de 222 diárias, e 102 passagens aéreas. Além disso, os servidores que participaram da visita ficaram afastados de suas funções por até 13 dias para reconhecimento do local e planejamento do evento.

Em novembro de 2020, bispos angolanos se rebelaram contra a Universal, assumiram o comando dos templos da igreja no país e romperam definitivamente com o antigo chefe Edir Macedo. Antes simpáticos a ele, os bispos passaram a questionar os negócios do líder religioso. Uma das principais razões do protesto dos bispos e pastores é o fato de o dinheiro recolhido nos templos da IURD ser levado para fora de Angola. 

Por conta do impasse, cerca de 50 bispos brasileiros não tiveram os vistos de residência renovados e precisaram deixar o País africano. Edir Macedo, um dos maiores aliados no universo do eleitorado evangélico do governo Jair Bolsonaro pressionou o presidente a entrar no impasse.

“Na orientação que eu recebi, de maneira geral, era para conversar também sobre esse assunto, né?! Você pega o seguinte: 99 brasileiros foram expulsos do País angolano. Isso não é uma coisa simples, né?! Então, a gente tem que conversar sempre a respeito, né?! Imagina se 99 jornalistas fossem expulsos de um País. O governo aqui ia cruzar os braços? Não. É a mesma coisa”, disse Mourão, no dia 20.

Marina Verenicz

Marina Verenicz Repórter do site de CartaCapital

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