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Uso de robôs por bolsonaristas bate recorde em dia de manifestação

Uso de robôs por bolsonaristas bate recorde em dia de manifestação

Presidente gravou vídeos, publicou em suas redes sociais e transmitiu em atos chamados por sua militância no domingo

Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

Além das manifestações em algumas cidades brasileiras pelo voto impresso, no domingo 1, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro promoveram um engajamento no Twitter para colocar as hashtags “brasilpelovotoauditavel”,  “hojevaisergigante”, “votoimpressoauditavelja” e “bolsonaropresidenteate2026” como os assuntos mais comentados na rede social. A informação é do UOL.

Utilizando de contas inautênticas, os chamados robôs, que fizeram postagens referentes ao tema no Twitter em quantidade fora do normal, os usuários bolsonaristas bateram o recorde do ano da plataforma, usando a hashtag “brasilpelovotoauditavel” 2.444 vezes, segundo a plataforma Bot Sentinel. Ao todo, hashtags de grupos bolsonaristas utilizaram esse recurso 3.207 vezes no domingo.

Em pronunciamento, o presidente voltou a defender o voto impresso e a colocar em dúvida a realização das eleições em 2022. Por meio de vídeochamada, ele discursou para apoiadores que se reuniram em algumas capitais para defender “a contagem pública dos votos e voto impresso”.

Em um trecho, ele voltou a ameaçar a realização do pleito do próximo ano. “Sem eleições limpas e democráticas, não haverá eleições”, disparou.

Com a palavra, o Twitter:

Após tomar conhecimento da publicação da coluna, o Twitter solicitou os dados do levantamento (como as @s dos perfis considerados robôs), mas não os obteve. O envio das informações possibilitaria a condução de uma investigação interna e, se fosse o caso, a tomada de medidas cabíveis nas contas que eventualmente estivessem em violação de suas regras de automação e spam. Como não teve acesso aos dados, o Twitter não pode comentás-lo de forma específica, mas esclarece que aplicativos de terceiros que utilizam a nossa API pública para tentar adivinhar se contas utilizam automação indevidamente para interferir no debate têm se mostrado metodologicamente falhos porque só acessam sinais externos das contas, informações muito limitadas em relação àquelas de que o Twitter dispõe para determinar se uma conta é ou não uma automação indevida. Tais ferramentas, por sua limitação metodológica, podem levar a falsos-positivos. Veja mais aqui.

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Repórter do site de CartaCapital

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