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Tarcísio vai a Portugal para palestrar em fórum jurídico, mas diz não saber por que foi convidado
Governador de São Paulo dividiu a bancada com juristas e o ministro da Justiça Flávio Dino
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que participa do Fórum Jurídico de Lisboa, disse não saber o que faz no evento.
O Congresso Jurídico é um evento anual, que acontece em Portugal e reúne autoridades e juristas para discutir a governança digital. O painel em que participa o governador aborda os riscos para o Estado Democrático e a Defesa da Democracia. A mesa tem o ministro da Justiça Flávio Dino como um dos palestrantes.
“Quero agradecer o convite, mas não sei exatamente por que que eu fui convidado para essa mesa, afinal de contas, eu estou no meio de juristas renomados e que vão falar aqui para juristas renomados. Eu sou um mero engenheiro”, disse.
Tarcísio participa do evento na condição de governador de São Paulo, constando a viagem na sua agenda oficial.
Ao debater o tema, Tarcísio apontou que “tenta” estudar mais sobre o Estado Democrático de Direito. Na palestra, classificou que os riscos para a democracia no Brasil são baixos. Ao fazer a avaliação, ele não citou os atos golpistas protagonizado por apoiadores de seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Eu sou otimista por natureza e tenho dito o seguinte: a democracia brasileira é forte a vibrante, ela tá revigorada e a gente não não tem grandes riscos”, disse o bolsonarista.
Ele justifica a sua análise pelos mecanismos de controle do poder político determinados pela Constituição Federal. Sobre a polaridade política no Brasil, o governador defende o uso da “energia popular” para promover uma reforma.
“A gente viu um choque de placas tectônicas do nosso País. Choque de placas de opiniões absolutamente divergentes. E esse choque de placa gera muita energia e talvez essa energia não tenha sido completamente dissipada. E aí nós temos uma grande oportunidade. A oportunidade de promover uma reforma política”, destacou.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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