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SP assinará contrato com o Banco Mundial para ‘estruturar’ a privatização da Sabesp, diz Tarcísio
A empresa de capital aberto é responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto de 28,4 milhões de paulistas
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta quarta-feira 5 que sua gestão assinará na semana que vem um contrato com o Banco Mundial, a fim de “estruturar” o modelo de privatização da Sabesp, empresa de capital aberto responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto de 28,4 milhões de paulistas.
“Estou extremamente otimista com a privatização da Sabesp, porque os argumentos são muito contundentes”, alegou o bolsonarista durante evento promovido pelo Bradesco. “O modelo é um misto de Eletrobras com excedente da cessão onerosa do pré-sal, porque os municípios participam do resultado. E quando isso acontece, você traz o incentivo para os prefeitos aderirem à privatização.”
O governo de São Paulo é o maior acionista da companhia, com 50,3% do capital. Perto de completar 50 anos, em junho, a Sabesp está presente em 375 municípios paulistas e é a segunda maior companhia de saneamento da América Latina.
“A empresa fecha no azul todos os anos e o governo beneficia-se dos dividendos distribuídos. Não faz o menor sentido a alegação de que a Sabesp está perdendo valor de mercado”, disse a CartaCapital em fevereiro José Faggian, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo.
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