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Senado aprova projeto sobre direitos de entregadores na pandemia

A matéria segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro

Senado aprova projeto sobre direitos de entregadores na pandemia
Senado aprova projeto sobre direitos de entregadores na pandemia
Mobilização reuniu centenas de entregadores de aplicativos em São Paulo, no ano passado. Foto: Roberto Parizotti/Fotos Públicas
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O Senado aprovou, na quinta-feira 9, o projeto de lei que prevê obrigações de empresas de aplicativo com entregadores durante a pandemia. Apresentado em abril de 2020, o texto ficou estagnado por 20 meses no Congresso até ser votado pela Câmara dos Deputados.

A matéria segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro. As normas, em geral, tratam de garantias financeiras para entregadores infectados com a Covid-19 e determinam o fornecimento de itens de proteção contra a doença. O projeto é de autoria do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), mas a versão final foi alterada pelo relator na Câmara, Fábio Trad (PSD-MS), e analisada pelo relator no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Um trecho deixa claro que “os benefícios previstos não servirão de base para caracterização da natureza jurídica da relação entre os entregadores e as empresas de aplicativo”. Ou seja, apesar de haver celebração sobre a aprovação, o projeto não dispõe sobre as relações trabalhistas entre as empresas e os entregadores. O Parlamento ainda não regulou essa relação.

Ao votar pela aprovação da matéria, o relator Randolfe Rodrigues disse que o texto “representa um avanço importante para que, no futuro, o Congresso Nacional promova um amplo debate sobre os direitos trabalhistas e a nova economia proporcionada pelos serviços dos aplicativos”.

Em nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia, a Amobitec, que representa empresas como iFood e Uber Eats, disse que o texto é “equilibrado” e ” reflete importantes práticas de apoio aos entregadores durante a pandemia”.

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