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‘Quem tem voto em São Paulo somos o Alckmin e eu’, diz Haddad

Pré-candidato do PT ao governo do estado, o ex-prefeito admite conversas com o tucano e Márcio França sobre alianças em 2022

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Foto: Ricardo Stuckert
O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Foto: Ricardo Stuckert
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O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) admitiu que busca construir uma aliança eleitoral com o ex-governador Geraldo Alckmin (de saída do PSDB) e com o ex-vice-governador Márcio França (PSB). A informação é do Valor Econômico.

Como noticiou CartaCapitala ideia foi apresentada há mais de dois meses, no ABC Paulista. Um dos cenários possíveis teria Haddad como candidato ao governo de São Paulo, com França na condição de vice. Alckmin disputaria o Senado. Outras configurações não estão descartadas.

“Mesmo quando uma aliança não é possível, você pavimenta o caminho para uma solução boa para o Estado e o país no segundo turno, que não foi o que aconteceu em 2018”, afirmou o petista na terça-feira 26 em evento organizado pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Estabelecimentos de Saúde do Estado de São Paulo (Sindhosp).

“Quem tem voto em São Paulo somos o Alckmin e eu, empate técnico, pelo menos a julgar pelo Datafolha, eu e ele estamos em empate técnico, ele tem ligeira vantagem. Se formos nós dois para o segundo turno teremos uma disputa de primeirissímo nível. Se não, temos que decidir o que é melhor para São Paulo”, acrescentou.

Haddad disse ainda que “não está no horizonte” a perspectiva de abrir mão de uma candidatura caso o PSOL apoie Lula no pleito presidencial. “Isso não está horizonte, essa perspectiva. A gente respeita o PSOL, acha que o PSOL tem de lançar candidato, que o PT tem de lançar candidato. São programas diferentes e perspectivas também”, declarou.

“São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, Lula será candidato e estou à disposição para construir alianças no primeiro ou no segundo turno. Temos sorte de ter eleições de dois turnos. É preciso isolar a direita” afirmou o provável candidato do PT ao governo de São Paulo.

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