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Quatro pessoas morrem em nova operação policial na Bahia

Somente no mês de setembro foram 68 mortos durante confrontos com a corporação do Estado

Polícia Militar da Bahia. Foto: Divulgação/Secretária de Segurança Pública
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A Polícia Militar da Bahia confirmou neste sábado 30, a morte de quatro homens no bairro de Santo Amaro, após uma troca de tiros na região. 

Os homens mortos na sexta-feira à noite foram identificados como: 

  • Gabriel Sales de Barros, 23 anos;
  • Anderson Júlio Magalhães Silva, 27 anos; 
  • Lucas Vieira dos Santos, 26 anos;
  • Alex Coelho dos Santos, 28 anos.

Segundo a PM, os agentes receberam denúncias de comércio de drogas com homens armados, em uma região conhecida como “Rua da Prainha”. No local, encontraram os quatro suspeitos e na sequência houve a troca de tiros.

Os homens foram socorridos para o Hospital Nossa Senhora Natividade, mas não resistiram aos ferimentos.

Com eles, foram encontradas quatro armas e uma série de drogas, como 262 pinos de cocaína e 38 pedras de crack. Além de aparelhos celulares, máquina de cartão e 4.063,20 reais.

O material apreendido foi encaminhado para a delegacia de Santo Amaro, onde a ocorrência foi registrada. 

A escalada na violência na Bahia é justificada pelo secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, pela guerra entre facções. 

Somente em setembro, segundo o site G1, as operações policiais já mataram 68 pessoas. 

A Anistia Internacional Brasil publicou na quarta-feira 27, que entre 28 de julho e 27 de setembro, pelo menos 83 pessoas morreram após diferentes operações policiais deflagradas com participação de efetivos das Polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal.

A organização cobra que o governo Jerônimo Rodrigues (PT), tome medidas mais eficientes. 

“As ações policiais deflagradas têm autorização do governador Jerônimo Rodrigues e são classificadas como ações de “combate ao crime organizado””, diz a Anistia, em nota. “Cabe implementar, com celeridade, um plano nacional para reduzir homicídios cometidos por policiais, a violência armada e as execuções extrajudiciais no país”. 

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