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Procuradoria abre inquérito civil para apurar suspeita de propina na compra de vacinas

Procuradoria abre inquérito civil para apurar suspeita de propina na compra de vacinas

Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística da pasta da Saúde, foi acusado de pedir US$ 1 por dose para fechar contrato com intermediária

Vacina contra a Covid-19 (Foto: iStock Foto)

Vacina contra a Covid-19 (Foto: iStock Foto)

A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu inquérito civil para apurar suposto pedido de propina por parte de Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde.

O inquérito tem como objetivo “apurar possíveis atos de improbidade administrativa praticados pelo então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, e outros agentes públicos e privados”, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, em matéria publicada nesta sexta-feira 23. A apuração tramita sob sigilo.

“As questões versadas nos autos ainda demandam diligências para a formação do convencimento deste órgão acerca das medidas a serem eventualmente adotadas”, afirmou a Procuradoria à Folha.

O policial militar Luiz Paulo Dominghetti Pereira, representante da empresa Davati Medical Supply, disse que Dias denunciou a cobrança de propina na CPI da Covid no Senado. A suposta conversa entre o representante e Dias aconteceu em um jantar em um restaurante de Brasília no dia 25 de fevereiro. O acordo consistiria no recebimento de 1 dólar por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde. Roberto Dias foi desligado do ministério horas após a publicação da entrevista.

No depoimento, Dominghetti disse que esteve no ministério três vezes para tratar da proposta da venda de 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca.

Dias negou os fatos à CPI da Covid e afirmou à CPI que se encontrou por acaso com o policial no restaurante.

Em mensagem por áudio reproduzida durante a sessão, obtida no celular apreendido de Dominghetti, o PM afirmou a um interlocutor que teria uma reunião com Dias no dia 25 de fevereiro, o dia do jantar no restaurante de Brasília.

Por conta das contradições no depoimento, Dias foi preso pela Polícia do Senado após ordem do presidente da CPI, senador Omar Aziz. Ele foi liberado no mesmo dia, após o pagamento de fiança no valor de R$ 1,1 mil.

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Repórter do site de CartaCapital

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