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Presidente do Banco do Brasil diz a Bolsonaro que não quer permanecer no cargo
Desgaste entre André Brandão e o presidente da República se acumula desde janeiro; Guedes quer manter o chefe do BB no posto
O presidente do Banco do Brasil, André Brandão, comunicou ao presidente Jair Bolsonaro que não deseja continuar no cargo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, que defende a permanência de Brandão, foi o primeiro a ser informado.
A informação foi publicada nesta sexta-feira 26 pelo jornal O Globo. A tarefa do governo, neste momento, é manter Brandão no posto até que seja encontrado um substituto. Embora o caso tenha se desenrolado nesta semana, a pressão sobre o presidente do BB é intensa desde janeiro.
No mês passado, Bolsonaro esteve prestes a demitir Brandão, que assumiu o posto no dia 22 de setembro de 2020. Menos de quatro meses depois, porém, o desgaste se intensificou após o anúncio de que o banco fecharia 112 agências e demitiria até cinco mil funcionários.
Em agosto do ano passado, após a divulgação da notícia de que Brandão seria o substituto de Rubem Novaes na presidência do BB, Guedes afirmou que a indicação partiu do presidente do Banco Central, Roberto Campos.
À época, Guedes revelou ter pedido por “um jovem técnico, que não se mete com política, trabalhador e focado”. Ex-presidente do HSBC, Brandão era chefe global da instituição para as Américas e morava em Nova York até aceitar o convite do governo federal.
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