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Polícia indicia Jair Renan por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica
Agora, cabe ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios decidir se oferecerá uma denúncia à Justiça
A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. Cabe ao Ministério Público do DF e Territórios decidir se oferecerá uma denúncia à Justiça.
Segundo o relatório da investigação, encaminhado ao Judiciário em 8 de fevereiro e revelado pelo G1 nesta quinta-feira 15, Renan e o instrutor de tiros Maciel Carvalho teriam falsificado relações de faturamento da empresa RB Eventos e Mídia – o valor da declaração falsa chegaria a 4,6 milhões de reais. O objetivo seria viabilizar um empréstimo bancario.
“Não há dúvidas de que as duas declarações de faturamento apresentadas ao banco são falsas, por diversos aspectos, tanto material, em razão das falsas assinaturas do Técnico em Contabilidade […], que foi reinquirido e negou veementemente ter feito as rubricas, quanto ideológico, na medida em que o representante legal da empresa RB Eventos e Mídia fez inserir nos documentos particulares informações inverídicas consistentes nos falaciosos faturamentos anuais”, diz um trecho do documento da polícia.
No âmbito dessa investigação, Jair Renan foi alvo de busca e apreensão em agosto de 2023. Na ocasião, agentes levaram um celular e um HD. Eles cumpriram as diligências em dois endereços do filho do ex-presidente: um apartamento em Balneário Camboriú (SC) e outro em Brasília.
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