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Para 57%, Bolsonaro não sabe lidar com a pandemia, diz pesquisa

Reprovação geral ao governo também segue em alta, chegando a 64% dos brasileiros

Foto: EVARISTO SA / AFP
Foto: EVARISTO SA / AFP

A percepção de que Jair Bolsonaro (PL) não sabe o que está fazendo durante a pandemia cresceu nas primeiras semanas de 2022. A avaliação foi registrada pela pesquisa XP/Ipespe que mostrou que a atuação do presidente brasileiro diante do avanço da variante ômicron é ‘ruim ou péssima’ para 57% dos brasileiros. O grupo somava 54% em dezembro.

O avanço coloca Bolsonaro novamente no rumo da sua pior avaliação neste quesito, quando chegou a 61% de reprovação em março do ano passado. O aumento também acontece após o ex-capitão registrar 4 meses de queda na percepção negativa de suas ações para conter o vírus no Brasil.

Neste levantamento, a Ipespe também monitorou o temor da população em relação ao coronavírus. A pesquisa revelou que o aumento de casos fez com que o medo dos brasileiros voltasse a subir. Em dezembro, 28% dizia estar com ‘muito medo’ da pandemia, o grupo subiu para 35%. Quem estava com ‘um pouco de medo’ somava 35% e atualmente é 36%. Quem dizia ‘não estar com medo’, que era 36% em dezembro, hoje o grupo soma 28%.

Os primeiros dias do ano também confirmam, segundo a Ipespe, que a avaliação geral do governo de Jair Bolsonaro segue negativa. A gestão do presidente, assim como no levantamento anterior, é ‘ruim ou péssima’ para 54% dos brasileiros e reprovada por 64% dos eleitores – grupo era 65% no mês passado.

As percepções positivas sobre o presidente também não avançaram e seguem baixas. 30% ainda aprova a atuação do governo e 24% avalia a gestão de Bolsonaro como ‘ótima ou boa’.

A mesma estabilidade nas avaliações pode ser vista no tema economia. Para 66% o País está indo no caminho errado com o ex-capitão e Paulo Guedes. Só 26% concordam com as medidas adotadas pela dupla. A variação está dentro da margem de erro da pesquisa.

A XP/Ipespe ouviu 1 mil eleitores nos dias 10, 11 e 12 de janeiro de 2022. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais e o índice de confiança é de 95,5%.

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